Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 18/04/2025

Em um mundo cada vez mais digital, estar desconectado significa estar distante da educação, do trabalho e até de direitos básicos. No Brasil, a inclusão digital ainda é um desafio que reflete desigualdades sociais antigas e persistentes. Como disse Gilberto Dimenstein, “excluir é não deixar o outro participar da sociedade”. Por isso, garantir o acesso pleno e consciente às tecnologias é uma meta urgente para construir um país mais justo e igualitário, onde todos possam exercer sua cidadania de forma plena.

Para além da posse de celulares ou computadores, a exclusão digital se manifesta principalmente na falta de acesso à internet de qualidade. Segundo o IBGE, milhões de brasileiros, especialmente em zonas rurais e periferias urbanas, vivem offline por falta de estrutura básica. Isso compromete o aprendizado de estudantes, limita o acesso a serviços públicos e dificulta a inserção no mercado de trabalho. Assim, a ausência de conectividade reforça e amplia desigualdades históricas, transformando a tecnologia, que deveria ser ferramenta de inclusão, em mais um fator de exclusão.

Além disso, muitos que têm acesso à internet não sabem utilizá-la de forma crítica e segura. Pessoas mais velhas ou com baixa escolaridade enfrentam dificuldades para navegar e se proteger no ambiente digital. A ausência de políticas públicas de formação nesse campo agrava o problema. Como dizia Paulo Freire, “educação muda as pessoas, e pessoas transformam o mundo”. Por isso, é essencial preparar os cidadãos para um uso consciente e responsável da tecnologia.

Diante disso, é papel do Estado promover a inclusão digital com ações efetivas. O Ministério das Comunicações deve ampliar o acesso à internet em regiões vulneráveis, enquanto o da Educação pode criar programas de letramento digital nas escolas públicas, com apoio de empresas de tecnologia. Campanhas nas mídias também devem incentivar o uso seguro da internet e combater a desinformação. Assim, conectar pessoas deixa de ser apenas uma questão técnica e se torna um caminho essencial para garantir dignidade, oportunidades e cidadania.