Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 19/04/2025

No filme “Admirável Mundo Novo”, inspirado na obra de Aldous Huxley, é retratada uma sociedade controlada pela tecnologia, mas marcada por desigualdades profundas. Apesar de fictícia, a obra serve de alerta, o avanço tecnológico sem inclusão pode aprofundar injustiças. No Brasil atual, o acesso desigual para ferramentas digitais representa um obstáculo ao exercício da cidadania plena. Por isso, discutir a inclusão digital é essencial para pensar o futuro do país.

Milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso à internet de qualidade, especialmente em regiões rurais e periféricas. Essa exclusão digital afasta essas pessoas de direitos básicos, como educação, saúde e emprego. Um exemplo claro foi a pandemia da COVID-19, quando estudantes sem acesso a dispositivos ou conexão adequada ficaram sem estudar por meses, ampliando ainda mais a desigualdade educacional.

Além do acesso, é necessário garantir a educação digital. Ter um celular ou computador não significa saber usá-lo de forma produtiva ou segura. Sem uma formação adequada, muitos se tornam alvos fáceis de desinformação ou perdem oportunidades por não dominarem ferramentas básicas. Essa situação mostra a importância de políticas públicas que unam acesso e capacitação.

Diante disso, o Estado deve agir, o Ministério das Comunicações pode ampliar o programa “Wi-Fi Brasil”, levando internet gratuita a comunidades carentes. O Ministério da Educação deve incluir educação digital desde os primeiros anos escolares. Empresas e ONGs também podem ajudar, promovendo oficinas e campanhas de orientação digital. Essas ações, em conjunto, podem tornar o Brasil mais justo e preparado para os desafios do século XXI, garantindo assim os direitos das futuras gerações e promovendo uma cidadania digital plena para todos.