Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 18/04/2025
No contexto global, as tecnologias da informação têm se destacado em diversos setores, inclusive na educação. A inclusão digital, iniciada nos países desenvolvidos, está se expandindo para nações emergentes e subdesenvolvidas, impulsionada pelo avanço das comunicações. No Brasil, ela é vista como essencial para o desenvolvimento, promovendo modernização e maior acesso às tecnologias.
No aspecto de acesso às tecnologias e à internet, o Brasil apresenta um cenário heterogêneo, com regiões onde o índice de inclusão é extremamente elevado, contrastando com a deplorável situação de cidades que não apresentam sequer saneamento básico e fornecimento de energia elétrica. Nesse contexto, a inclusão digital de forma coesa no país é dificultada, sobretudo, pela falta de investimento em programas que solidifiquem a base da sociedade. Sem uma base sólida, como saúde e educação bem estruturadas, a implementação de novas tecnologias, que demandam maior nível de investimento, ficam mais defasadas.
Apesar de todos os aspectos supracitados, a nação está em 72° no ranking global de taxa de acesso às tecnologias da informação, segundo o índice Integrado de Telefonia, Internet e Celular. Esse fato corrobora o fato de que há acesso às tecnologias da informação e à inclusão social, mesmo não sendo uma posição desejável para países de potencial econômico como o Brasil. Com o aumento da integração das tecnologias, as projeções futuras apontam para uma crescente digitalização da sociedade, que acarreta diretamente a integração digital da população.
Portanto, é imprescindível que a atenção seja voltada para o setor de telecomunicações pelas esferas governamentais, para que haja a plena inclusão digital e a difusão dos meios tecnológicos entre a população. Para isso, é inadmissível a persistências das condições atuais de saúde e educação. É de extrema importância também a integração entre as diversas partes do país, que apresenta dimensões continentais. Com isso, o desenvolvimento econômico não será voltado exclusivamente para o sudeste e para o sul, atraindo investimentos nas áreas menos populosas. Isso permitirá ao Brasil crescer economicamente e melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos.