Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 18/04/2025
Em “A Revolução dos Bichos” de George Orwell, a concentração de poder leva ao controle da informação e à desigualdade entre os animais. Fora da ficção, no Brasil, a desigualdade no acesso às tecnologias reflete situação parecida, deixando parte da população excluída dos benefícios digitais. Assim, a inclusão digital é uma meta importante para o desenvolvimento do país, mas enfrenta obstáculos como a desigualdade socioeconômica e a falta de políticas públicas eficazes.
Em primeira análise, a desigualdade social é um dos principais entraves à inclusão digital. De acordo com o IBGE, milhões ainda não têm acesso à internet, especialmente em áreas rurais e periferias. Isso ocorre por falta de infraestrutura e baixa renda, o que impede a compra de dispositivos e serviços. A exclusão digital se soma à social, dificultando o acesso à educação e ao trabalho. Para Pierre Bourdieu, o capital cultural influencia a ascensão social, e o letramento digital é parte disso.
Em segundo plano, além da economia, a falta de políticas públicas de capacitação tecnológica também afeta a inclusão digital. Muitas escolas públicas ainda não têm estrutura nem professores preparados para ensinar o uso das ferramentas digitais. Isso prejudica a formação de cidadãos prontos para o mercado de trabalho. Como dizia Hannah Arendt, a educação insere o indivíduo no mundo, e hoje isso inclui prepará-lo para lidar com a tecnologia.
Em suma, é notório que medidas devem ser tomadas para a resolução da temática. Diante disso, é preciso que o Ministério da Educação, junto ao das Comunicações, crie um programa nacional de inclusão digital, com distribuição de equipamentos em comunidades carentes e cursos gratuitos para estudantes e adultos. O programa deve garantir infraestrutura nas escolas, formação de professores e parcerias com empresas de tecnologia. O objetivo é reduzir a exclusão digital e promover o acesso pleno às tecnologias, fortalecendo a cidadania e o progresso social.