Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 24/04/2025

A filósofa Hanna Arendt diz sobre a “banalidade do mal”: quando uma atitude do mal se normalizou na sociedade, deixando de ser considerada errada. A inclusão digital é um tema importante na sociedade brasileira pelo fato de estar frequentemente presente no cotidiano, principalmente após os avanços tecnológicos mais recentes. Nesse sentido, o pensamento da filósofa se perpetua na inclusão digital no Brasil, em detrimento da exclusão digital e a questão da desconexão. A exclusão digital e a desconexão são questões técnicas que se tornaram normalizadas, com vozes silenciadas.

Diante desse cenário, a exclusão digital é pertinente em caso de pessoas menos privilegiadas que tem menos acesso à mídia, enquanto pessoas de classes mais altas muitas vezes têm acesso exclusivo ao mundo da internet. Isso Se acentua drasticamente nas desigualdades sociais, Seja pelas Diferentes realidades vividas ou diferentes acessibilidades. De acordo com a Constituição Brasileira, no artigo 3 é dever do Estado garantir uma sociedade livre, igualitária e justa. No entanto, evidencia-se que a Constituição não cumpre o que promete quando parte dos indivíduos são excluídos na janela digital.

Ademais, essa desconexão causa dificuldades nos meios de comunicação juntamente com a desinformação. No mundo atual, o que se mantém é a mídia se não há conexão, muitas vezes as pessoas ficam de certa forma “atrasadas”, pois a mídia se tornou um dos principais meios de comunicação para as diversas informações. O geógrafo David Harvey diz sobre o espaço a compreensão do espaço-tempo, onde ele percebe que os meios de transportes se tornam mais rápidos: informações que duram dias para serem transmitidas, hoje chego no mundo em questão de segundos. Entretanto há um contraponto quando não há conexão para todos, isso resulta no atraso digital.

Portanto, cabe ao Governo federal promover campanhas para inclusão e analisar Índices do nível de tecnologia por estado, assim observa-se os dados estatísticos. Dessa forma será possível uma maior inclusão no meio digital no Brasil para que cenários distópicos mencionados por Hanna Arendt não se repitam.