Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 17/04/2025

Na era da informação, a internet e as tecnologias digitais tornaram-se ferramentas essenciais para o exercício da cidadania, o acesso à educação e a inserção no mercado de trabalho. Contudo, no Brasil, o acesso desigual aos meios digitais ainda representa um obstáculo para milhões de pessoas, revelando a urgência da inclusão digital como uma meta fundamental para o desenvolvimento do país.

Segundo pesquisa do IBGE (2022), cerca de 20% dos domicílios brasileiros ainda não possuem acesso à internet, com maior incidência nas regiões Norte e Nordeste. Essa exclusão digital afeta principalmente populações em situação de vulnerabilidade social, o que aprofunda desigualdades já existentes. Como apontava o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade “líquida”, na qual as relações e oportunidades se transformam rapidamente — e quem não está conectado é deixado para trás.

Além da falta de infraestrutura, outro desafio é a ausência de letramento digital. Paulo Freire, ao defender uma educação libertadora, enfatizava a importância do conhecimento como ferramenta de transformação social. No entanto, sem domínio das tecnologias, muitos brasileiros permanecem à margem das oportunidades que o mundo digital oferece. Isso impacta diretamente a formação educacional, o acesso à informação e até a busca por emprego.

Diante disso, é essencial que o Estado, em parceria com a iniciativa privada, invista na ampliação da cobertura de internet banda larga em comunidades carentes, além de promover programas de capacitação tecnológica para jovens e adultos. A inclusão digital deve ser tratada como política pública prioritária, conforme previsto no artigo 6º da Constituição, que assegura o direito à educação, ao trabalho e à informação.

Portanto, garantir a inclusão digital no Brasil contemporâneo é uma forma de combater desigualdades históricas e construir uma sociedade mais justa, participativa e conectada com os desafios do século XXI.