Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 19/04/2025
“Ensaio sobre a cegueira” retrata a invisibilidade de certos problemas da sociedade. Na realidade brasileira, a crítica de Saramago é verificada na inclusão digital, que corresponde à dificuldade de acesso igualitário às tecnologias da informação e comunicação. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da desigualdade socioeconômica e da precariedade educacional.
Nesse cenário, ressalta-se, de início, que a desigualdade socioeconômica é um fator do problema. De acordo com Karl Marx, o sistema capitalista tende a concentrar riquezas nas mãos de poucos, marginalizando os mais pobres. Com isso, a inclusão digital torna-se restrita a uma parcela privilegiada da população, enquanto comunidades carentes continuam à margem do acesso à internet, aos dispositivos e ao conhecimento digital, o que limita oportunidades de estudo, trabalho e participação cidadã.
Além disso, outro fator influenciador é a precariedade educacional. Segundo Paulo Freire, a educação deve libertar o indivíduo. No entanto, muitas escolas públicas ainda carecem de infraestrutura tecnológica e formação adequada para os professores, dificultando o desenvolvimento de habilidades digitais nos estudantes e perpetuando a exclusão informacional.
Portanto, é indispensável intervir sobre esse cenário. Para isso, o Governo Federal deve criar políticas públicas de democratização digital sobre a inclusão tecnológica, por meio da ampliação da conectividade em áreas carentes, da distribuição de equipamentos e da capacitação de educadores, a fim de promover equidade no acesso às ferramentas digitais e ampliar as oportunidades sociais. Paralelamente, é preciso equilibrar o aumento da expectativa de vida. Dessa maneira, será possível superar a cegueira social de que Saramago citou.