Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 24/04/2025
Segundo Manuel Castells, a exclusão digital configura uma nova forma de desigualdade social, pois impede o acesso pleno à informação e à cidadania. No Brasil, apesar dos avanços tecnológicos, milhões de pessoas ainda enfrentam barreiras para acessar e utilizar recursos digitais. Nesse contexto, a inclusão digital deve ser encarada como uma meta essencial do país, tanto para reduzir desigualdades quanto para garantir direitos básicos.
Em primeiro lugar, é notável que o acesso desigual à internet aprofunda disparidades históricas. De acordo com o IBGE, milhões de brasileiros principalmente em áreas rurais e periféricas vivem sem conectividade adequada, o que compromete seu acesso à educação, trabalho e serviços públicos. Como afirma a filósofa Martha Nussbaum, o desenvolvimento humano depende da ampliação das capacidades, e o acesso à tecnologia é uma delas. Portanto, a exclusão digital agrava a marginalização social.
Além disso, o letramento digital é um desafio a ser enfrentado. Ter acesso à internet não significa saber utilizá-la de forma crítica. Muitos brasileiros, especialmente idosos e pessoas com baixa escolaridade, não dominam habilidades básicas para navegar com segurança no meio digital. A escola pública, nesse cenário, deve assumir o papel de agente formador, incluindo a cultura digital no currículo, como propõe a BNCC.
Dessa forma, cabe ao Governo Federal investir em infraestrutura de internet em regiões carentes e distribuir dispositivos tecnológicos à população de baixa renda. O Ministério da Educação, em parceria com prefeituras, deve promover oficinas de capacitação digital nas escolas, abertas à comunidade, com o objetivo de ampliar o uso consciente e produtivo da tecnologia. Assim, será possível construir um Brasil mais justo e conectado.