Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 01/11/2025
No livro ´´Nada mais será como antes´´, do escritor Miguel Nicolelis, a sociedade mundial vive em crise devido à manipulação realizada por influenciadores digitais. Paralelamente, no Brasil atual, percebe-se a influência nas decisões de consumo do povo devido aos influenciadores digitais. Deste modo, cabe uma análise sobre os principais fatores deste problema, a manipulação digital e a falta de senso crítico.
Primeiramente, percebe-se que a sociedade moderna é influenciada pelo campo digital no tocante à relações sociais, visando o lucro. Sob este prisma, o sociólogo Zigmunt Bauman define o período atual da humanidade como ´´Modernidade Líquida´´, em que as relações sociais são manipuláveis e frágeis, potencializando o consumo. Sob este viés, nota-se a capacidade mercadológica dos influenciadores no campo digital, visto que o mercado virtual, potencializado pelo grande números de usuários, atinge mais de 70% dos brasileiros, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações. Assim, o aspecto capitalista do campo digital, aliado ao aspecto manipulador moderno, gera poder aos influenciadores.
Outrossim, a manipulação mercadológica pelos influenciadores digitais gera riscos ao pensamento humano. Em consonância, o neurocientista Miguel Nicolelis defende que a massa de pessoas manipuláveis nas redes sociais, sem senso crítico, gera um ´´Zumbi Digital´´, pessoa que apenas consome o que lhe é vendido, sem críticar. Similarmente, percebe-se a criação de ´´Zumbis Digitais´´ no país, já que o ´´culto à celebridade´´ -idolatração de uma figura pública- nunca foi tão grande quanto na internet, criando fãs dispostos a tudo pelo influenciador, principalmente comprar, conforme reportagens do site de notícias BBC. Desta maneira, a inexistência de senso crítico gera uma sociedade altamente manipulável.
Desta forma, urge ação do Governo Federal para mitigar os aspectos negativos dos influenciadores na manipulação de consumo. Portanto, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos -órgão responsável pela dignidade humana- criar uma campanha, por meio das mídias analógicas e digitais, com intuito de incentivar o consumo moderado de mídias digitais e a criação de senso crítico, com oficinas digitais, estimulando o pensamento próprio. Assim, o país conseguirá mitigar a manipulação digital, gerando justiça e distanciando-se do livro de Miguel Nicolelis