Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 05/10/2026
A teoria da sociedade do espetáculo, criada pelo filósofo Guy Debord, afirma que a vida social moderna é dominada por imagens e representações em vez de experiencias reais. Nesse contexto, na sociedade brasileira, atualmente, a venda de produtos e serviços é influenciada por pessoas famosas quando associam a sua imagem a bens de consumo. Nesse sentido, torna-se necessário discutir sobre: o comércio inserido na rede social e o consumismo como forma de prazer.
Em primeiro lugar, a busca constante por aprovação social pode colaborar para o consumo de bens. Nessa direção, conforme é retratada na série “Black Mirror”, a busca excessiva por aprovação virtual, que depende da avaliação dos seus seguidores, expõe a fragilidade das relações sociais mediadas pela tecnologia. Paralelamente, os usuários das redes sociais buscam alcançar realizações pessoais e integração na sociedade quando adquirem produtos vinculados a esses influenciadores. Isso ocorre devido à vida quase perfeita que é exposta na internet pelo digital influencer. Dessa forma, é interessante para a indústria associar a sua marca à imagem do influenciador digital e alavancar as vendas.
Ademais, o consumismo como forma de prazer pode acarretar problemas socioeconômicos e psicológicos para o indivíduo. Segundo o pensador Bauman, as redes sociais são muito uteis, porém são uma armadilha por oferecerem prazer excessivo. Nessa perspectiva, o consumo de bens promove uma felicidade momentânea para o cidadão, mas pode criar hábitos prejudiciais na sua vida, por exemplo, a compra exagerada de itens de moda e vestuário sem haver uma necessidade real. Com isso, é comprometido o planejamento financeiro e desregulado a liberação de substâncias químicas ligadas ao equilibro neurológico.
Portanto, torna-se necessário criar medidas para controlar o consumismo exagerado nas redes sociais. Assim, cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério de Ciência e Tecnologia conter esse problema, por meio de palestras, cursos, sobre consumismo e controle emocional, e também criar regras para minimizar a influência nas redes sociais. Com a finalidade de reduzir o consumo de bens como forma de prazer. Assim, espera-se que essas ações possam mitigar o impacto das redes sociais nas decisões de consumo.