Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 01/07/2021

Com o advento da revolução tecnológica, tornou-se possível o desenvolvimento de novas tecnologias que consolidaram o mundo globalizado. Entretanto, essas inovações permitiram o surgimento dos influenciadores digitais, os quais modificaram o padrão de consumo da sociedade, pois o capitalismo os usam para incentivar as pessoas a consumirem. Desse modo, tanto o consumismo desenfreado, quanto a objetificação dos indivíduos a seres determinados pela aquisição de produtos, são impactos causados pelos orientadores da web.

Em primeiro lugar, de acordo com o filósofo alemão Karl Marx, o capitalismo busca alienar os indivíduos, para que esses sejam facilmente manipulados a favor do lucro das empresas. Nessa perspectiva, muitas organizações se associam aos influenciadores digitais, para que esses utilizem seus prestígios na web para incentivar os cidadãos a consumirem. Por conseguinte, essa prática muitas vezes leva a um consumismo desenfreado, porque os sujeitos recebem diversas influências no meio digital, que os levam a adquirirem diversos produtos.

Por outra óptica, o filósofo polonês Zygmunt Bauman, definia que na atualidade os cidadãos são caracterizados pelo que consomem. Nesse sentido, os influenciadores digitais contribuem com esse processo, em razão de persuadirem os sujeitos a aquisição de produtos, dado que esse é o trabalho desenvolvido por esses sujeitos na web. Consequentemente, os influenciadores digitais favorecem a objetificação dos cidadãos a seres definidos pelo consumo, visto que ao incentivarem os indivíduos a essa prática, promovem um padrão contínuo de gastos nos indivíduos, na qual esses sempre buscam adquirir novos produtos.

Portanto, a fim de combater impactos no consumo causados pelos influenciadores digitais, deve o Ministério da Educação, em parceria com a Secretaria Especial de Comunicação Social, criar publicidades em meio digital e analógico, que incentive os cidadãos a consumirem somente quando necessário. Além do mais, deve o Ministério da Educação, criar cursos na web, destinados a conscientização da população sobre os padrões de aquisição. Dessa maneira, se tais ações forem realizadas, certamente os impactos causados pelos orientadores digitais nas decisões de consumo serão reduzidos, já que os cidadãos terão consciência ao adquirir produtos.