Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 01/07/2021

Consumo é o uso que se faz de bens e serviços produzidos. Sendo assim, o trabalho que os influenciadores digitais fazem, leva o público a consumir, tanto suas produções quanto os produtos por eles divulgados. Nesse contexto, emerge um problema delicado, em virtude do consumismo e da falsa realidade que os chamados influencers inserem em nossa sociedade.                                                                         Primeiramente, percebe-se o gasto desenfreado que atinge os costumes populacionais a partir da globalização e do capitalismo. A respeito disso, Adam Smith defende que o consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção. Nesse sentido influenciadores tem contribuído para o aumento das despesas, onde, através de estratégias de marketing corroboram para o dispêndio infrene, gerando assim, muitas vezes, dificuldades financeiras como consequência.                                                                 Além disso, a demonstração diária de falsas realidades por meio de redes sociais perpetua o problema, mostrando que casa não se tenha certo produto, a felicidade que está por trás das telas não será atingida. Para o jornalista Kabral Araujo, o consumo, nada mais é do que o desejo desenfreado da alma, para agradar a cegueira do corpo. Logo, o ser humano, ao ver a vida perfeita mostrada em veículos de comunicação, busca ter o que o outro tem, com a finalidade de usufruir do mesmo bem-estar, algo muitas vezes inviável, levando a quebras de expectativas possivelmente prejudiciais à saúde mental dos indivíduos.                                                                                                                                                          Urge, portanto, que as próprias empresas contratantes, em conjunto com os influenciadores digitais criem campanhas em redes sociais, por meio de debates sobre a vida por trás das câmeras e mostrando como é a realidade, com a finalidade de promover a quebra da imagem de vida perfeita que a posse de produtos proporciona. Além disso o Ministério da Educação deve criar tutoriais para o YouTube que visem educar a sociedade financeiramente. Assim, o uso que se faz de bens e serviços produzidos não afetarão negativamente a sociedade.