Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 12/09/2021
A Terceira Revolução Industrial gerou a Era Digital e a difusão do ciberespaço, no qual as relações sociais podem ocorrer de forma globalizada. Diante disso, as propagandas passaram a habitar não apenas a televisão, como também o espaço virtual. Com isso, surge um novo status profissional: os influenciadores digitais, os quais, ao servirem como ponte entre o produto e o consumidor, impactam nas decisões de consumo. Nesse sentido, é vital a análise acerca desses impactos. Logo, destacam-se: o fomento ao consumismo e a falta de controle sobre o que é divulgado.
Primeiramente, é indubitável que o incentivo ao consumo exagerado contribui para o problema. Sob esse prisma, alude-se o pensamento do sociólogo Karl Marx: “A desvalorização do mundo da vida cresce em proporção direta com a valorização do mundo das coisas”. Dessa forma, os inluencers, imbuídos de interesse mercantil, passam a divulgar e ostentar uma série de produtos, muitas vezes, desnecessários. Não é raro, portanto, que várias pessoas, ingenuamente, consumam, de forma exagerada, esses produtos, a fim de se aproximarem da realidade do influenciador.
Outrossim, destaca-se a falta de controle na divulgação como fator motivador dessa conjuntura. Isso se liga fortemente à problemática, pois o influenciador digital produz a sua “publi” (propaganda) sem que ela passe por uma avaliação de coerência e proeficiência do produto oferecido. Exemplo nítido dessa situação são as gomas capilares que, divulgadas por diversos influencers como forma de crescimento capilar acelerado, têm levado muitas pessoas a adquirem o produto. No entanto, como pode ser observado no canal do YouTube “Física e afins”, essa mercadoria não possui efetiva eficiência. Desse modo, infelizmente, as pessoas têm suas decisões de consumo impactadas negativamente.
É evidente, então, que medidas devem ser tomadas para reduzir os impactos negativos causados pelos influenciadores digitais nas decisões de consumo. Logo, é vital que a Agência Nacional Vigilância Sanitária, em parceria com o Ministério da Educação, promova um controle acerca das propagandas realizadas pelos influencers, por meio da exigência de que as empresas, após contratarem um influenciador digital, enviem a propaganda produzida para um comitê de avaliação, o qual deverá verificar a eficiência do produto e coerência da propaganda. Em caso de transgressão, deverá ser aplicada uma multa e/ou exclusão da “publi”. Além disso, é de suma importância que as escolas ensinem sobre os malefícios do consumismo, a fim de reduzi-lo. Só, assim, os impactos negativos gerados pelos influenciadores digitais poderão ser sanados.