Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 02/07/2021

Após o advento da Terceira Revolução Industrial, no qual o ponto central foi o uso de tecnologias, inúmeras formas de comunicação começaram a se modificar. Dentre elas, podemos ressaltar os influenciadores digitais que criam um tipo de relacionamento chamado um para um, tendo em vista o poder de persuasão e afeto criados. Com isso, faz-se necessário atentar-se aos tipos de conteúdos gerados e as diversas formas de se perpetuar mais hábitos negativos.

A princípio, nota-se a forma como esses laços se configuram. Nesse sentido, segundo McLuhan, o meio se torna a mensagem, o que, analogamente, faz-se presente na realidade. Os digitais influencers usam as redes sociais para criar uma identificação com o público, produzindo conteúdos que supram alguma necessidade cotidiana, a fim de gerar engajamento e visibilidade, afinal: quanto mais horas de views, mais monetização será gerada ao final do mês. Logo, enquanto houver pessoas para influenciar e pensar por outras, não será necessário a reflexão e a busca por informações.

Em virtude desta influência, fica evidente o aumento do consumo entre o público que consome esse conteúdo. Nesse viés, de acordo com a BBC, cerca de 52% da população já adquiriram algum item após terem visto um digital influencer anunciar. Esses hábitos já estão enraizados na sociedade contemporânea, o que, de certa maneira, restringe o ato de pensar se o produto anunciado realmente irá facilitar a rotina ou é apenas um item de luxo que ficará sem uso. Assim, enquanto prevalecer esse olhar pela lente de outras pessoas, o consumismo irá continuar crescendo exponencialmente.

Entende-se, portanto, que é necessário influenciar positivamente a sociedade. Para isso, a mídia - no exercício de seu papel social -, juntamente com os influenciadores digitais, deve criar campanhas de “DIY”: faça você mesmo, por meio de stories no Instagram e vídeos no youtube mostrando o passo a passo do desenvolvimento de um produto. Essa medida poderia se chamar “Viu, dá pra transformar”, e teria a finalidade de demonstrar e incentivar a reutilização de materiais, roupas e acessórios que já se tem em casa, demonstrando uma outra utilidade para os itens. Espera-se, com essa ação, uma queda no número do consumismo e um resultado positivo através da nova forma de influenciar.