Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 14/07/2021

O documentário “O dilema das redes” explana a alienação dos usuários das redes sociais por essas plataformas e mostra como os influenciadores findam em ser ferramentas para aprimoramento desse tipo de manipulação. Do mesmo modo, a sociedade brasileira vive sob a influência dos criadores de conteúdo para internet que, por sua vez, disseminam ideias e, cada vez mais, exercem um papel propagandístico. Logo, é notável que esses indivíduos possuem grande responsabilidade e, sem a admissão dessa condição, podem causar impactos no tocante ao consumo.

À vista disso, é necessário ressaltar que vivencia-se uma padronização de bens de consumo por interferência dos conhecidos  como blogueiros. Sendo assim, é perceptível que esses sujeitos ditam tendências que chegam a ser aceitas irrefletidamente. Isso ocorre, pois, segundo o sociólogo britânico  Roland Robertson, a sociedade encontra-se imersa na “Cultura de interconectividade” em que ideias e produtos chegam a todos, uniformizando a demanda de consumo. Haja vista que os influenciadores agem dirretamente nessa uniformização, seus conteúdos devem ser visualizados com criticidade.

Ademais, é importante notar que a ação dos profissionais da internet pode servir de gatilho para o consumismo. Para isso, uma grande influência deve ser exercida e esse feito é conquistado pela relação de proximidade entre os criadores de conteúdo e seu público. Tendo em vista que a sensação de ser afetivamente próximo do influenciador potencializa seu poder de propaganda, uma compulsão por adquirir tudo que é anunciado por ele pode surgir. Em virtude da falta de orientação e senso crítico no que tange ao consumo e sua relação com o que é visto na internet, o seguidor pode sucumbir a essa condição e tornar-se consumista. Dessa maneira, é preciso combater os efeitos desmedidos dessa persuasão.

Portanto, para que os impactos promovidos pelos influenciadores digitais no consumo sejam reduzidos, algumas medidas devem ser tomadas, Nesse sentido, e de acordo com Immanuel Kant quando diz que “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, o Ministério da Educação (MEC), por meio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), deve incluir disciplinas - como educação financeira e digital - que ensinem como lidar com o dinheiro, com os bens de consumo e com o que é visto em rede, com o intuito de evitar o acesso sem preparo para lidar com a manipulação das redes. Dessa forma, os malefícios apontados no documentário não se efetivarão e uma sociedade mais prudente será construída.