Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 07/07/2021
Na Antiguidade, os comerciantes para ganharem visibilidade expunham suas mercadorias nos grandes centros comerciais, posteriormente na Idade Moderna, devido aumento da produção e a competitividade por mercado consumidor imposta pelo capitalismo, a divulgação de marcas e produtos cresceu exponencialmente. Na contemporaneidade, a divulgação e o apelo excessivo feito pelos influenciadores digitais é um problema nas decisões de consumo, contudo a glamourização do consumo e a falta de pensamento crítico por parte da população contribui para agravar esse problema.
Inicialmente, o maior entrave é a glamourização do consumo, o que cria nas pessoas a necessidade de obter os produtos apresentados como meio de demonstração de poder e felicidade, criando cidadãos alienados e egoístas. De fato, tal atitude se relaciona ao contexto social defendido pelo sociólogo Émile Durkheim, de que a sociedade determina as ações dos indivíduos. Um exemplo disso é a demasiada exposição de produtos feitas pelos influenciadores digitais em suas redes sociais e o aumento da venda desses produtos.
Ademais, a falta de pensamento crítico sobre a manipulação feita pelos influenciadores digitais por parte da população dificulta a conscientização. De acordo com José Saramago, a sociedade vive um fenômeno de cegueira moral, que consiste em se preocupar apenas com os interesses próprios sendo indiferente diante de um problema social. De acordo com o escrito português, enquanto o Ministério da Educação não implementar nas escolas de ensino médio a matéria de educação financeira, parte da população continuará alienada, comprando sem planejamento e contribuindo para o aumento do consumismo.
Destarte, para acabar com o impacto dos influenciadores digitais nas decisões de consumo, é necessário que o Ministério da Educação, promova nas escolas palestras ministradas por economistas voltadas para pais e alunos, no horário noturno livre para a maioria, que ensine a planejar o que é realmente necessário comprar, desestimulando o consumismo. Em adição deve ser criada a disciplina de educação financeira.