Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 07/07/2021
Na série “Emilly em Paris”, uma marca convida alguns influenciadores digitais para divulgarem seus produtos nas redes sociais. Bem como no seriado, isso acontece na realidade, entretanto, tem trazido impactos negativos nas decisões de consumo, como a falta de consumo consciente e a interferência na vida dos consumidores.
Sob tal perspectiva, vale salientar o consumo inconsciente como resultado da influência dos “digitais influencers”. No filme “Os delírios de Consumo de Becky Bloom”, a jornalista Rebecca Bloomwood, é uma compradora compulsiva que sonha em ter a vida perfeita, mas no final acaba rodeada de dívidas. Analogamente, as pessoas, sentem uma necessidade imensa de possuírem tudo aquilo que os influenciadores digitais usam e divulgam, julgando isso como essencial para uma vida perfeita e fama nas redes sociais. Desse modo, gastam exacerbadamente sem necessidade, e acabam muitas vezes adquirindo dívidas a longo prazo.
Somado a isso, a interferência na vida dos consumidores é outra consequência gerada pela problemática. Em 2019, a blogueira Bianca Andrade, alegou para seus seguidores que havia emagrecido fazendo uso de comidas da terra, mas em um vídeo divulgado ela assumiu ter feito lipoaspiração, o que gerou uma grande polêmica. Nesse viés, muitas pessoas pensam que a vida dos influenciadores é perfeita, que tudo o que eles divulgam é alcançável, verdadeiro e necessário. Dessa maneira, acabam investindo em diversos produtos e se consumindo tentando alcançar o “corpo perfeito” que aparece no feed do instagram, o que pode ocasionar em problemas de autoestima quando o resultado não é o que se espera. Logo, é notório que a vida dos consumidores é bastante afetada.
Urge, portanto, medidas para atenuar esse revés no país. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela proteção e recuperação da saúde do país, promover campanhas sobre as consequências do consumo irresponsável causado pela influência dos “digitais influencers”, com o fito de que as pessoas repensem suas decisões de consumo baseado em sua realidade, e não se comparem fisicamente e nem em qualquer outro aspecto com os “influenciers”, preservando assim, seu bem-estar . Assim, o consumo inconsciente diminuíra e os indivíduos passarão a ver as publicidades e os influenciadores com outros olhos.