Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 04/07/2021

Na série “Emily em Paris”, uma empresa convida vários influenciadores para fazer propagandas de seus produtos nas redes sociais. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão dos influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo. Nesse contexto, isso ocorre devido à má influência midiática e gera consequências negativas aos consumidores.

Sob essa perspectiva, é relevante abordar que as “influencers” utilizam seu poder de persuasão de forma irresponsável. Em um episódio da série “Black Mirror” conta a história de uma mulher que é obcecada em ter uma vida perfeita, assim como a de uma influenciadora que ela segue, todavia, ao final do episódio a personagem percebe que a vivência sublime que almejava era meramente uma ilusão. Dessa forma, na realidade, indivíduos acreditam que os influenciadores digitais possuem uma vida perfeita com todas as viagens e produtos e acabam desejando todas essas coisas, levando-os a comprar de forma compulsiva.

Ademais, vale ressaltar que as consequências negativas aos consumidores é um dos fatores que agravam o impasse. Acerca disso, entra em foco o pensamento da filósofa e escritora Hannah Arendt, sobre a “banalização do mal”, em que ela afirma que a recorrência de algo no cotidiano, acaba por transformar isso em um ato trivial. Desta maneira, os influenciadores são pagos para fazerem propagandas de cirurgias estéticas e não alertam os riscos que podem causar à saúde, assim, banalizando a prática agressiva de tais cirurgias.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o problema. Logo, o Governo Federal deve, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública- órgão responsável pela manutenção da ordem jurídica e segurança interna do país- criar uma lei, com a finalidade de penalizar empresas e influenciadores digitais que romantizam cirurgias estéticas e impulsionam o consumo de forma compulsiva.