Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 04/07/2021

No filme “Internet”, é retratado todo um sistema por trás das câmeras e como funciona o mundo dos influenciadores digitais que trabalham na plataforma social conhecida como “Youtube”. Nessa perspectiva, com a ascensão de diversas plataformas sociais e seus influenciadores digitais, a forma de consumo mudou, pois, o impacto dessa influência nas decisões de compra foi causada pela busca de padronização de estilo de vida, pseudo perfeição e status social, que acarreta na falência de pequenas marcas por omissão e dominação tecnológica.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que em geral os influenciadores concedem boas impressões, porque são pagos e programados para manipular na decisão de compra, estilo de vida e opiniões dos indivíduos. Outrossim, valoriza-se uma ilusão sobre luxo, marcas famosas e tendências, que moldam o pensamento, comportamento e atitude dos consumidores, concentrando o consumo em redes reconhecidas e bem sucedidas, omitindo pequenas empresas que não possuem condições de pagar por um marketing constituído de influenciadores digitais, que atualmente é a principal ferramenta  de divulgações.

Em segundo lugar, vale salientar que essa nova era de marketing demonstra efeitos nocivos sobre os indivíduos, com a perda de predileção e autonomia, pois,  o consumo manipulado pelas propagandas dos influenciadores e a insistência pessoal do encaixe no padrão social, busca por um bom status e perfeição, atinge um grau exorbitante de anulação da vontade própria. Analogamente, como afirma o filósofo John Locke, “Somos todos uma tábula rasa”, as vontades e virtudes são moldadas de acordo com o meio social e as experiências empíricas, desse modo, a submissão presente intensifica a facultação à manipulação.

Portanto, é imprescindível que o Ministério das Comunicações em conjunto com as plataformas digitais, promova regras que limitem a proporção de insistência e venda manipulada de produtos nas redes sociais, por meio da consolidação da frequência de propaganda dos serviços, tendo em vista a busca pela veracidade diante os consumidores, rompendo com toda pseudo perfeição e status sociais, a divulgação sem influência e reduzir a omissão das pequenas empresas. Assim, mitigar os impactos dos influenciadores digitais nas decisões de consumo dos indivíduos.