Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 04/07/2021
A série " Emily in Paris", da Netflix, aborda a história de uma jovem chamada Emily que, ao trabalhar para uma empresa no setor de publicidade por meio da Internet, ganha muito destaque ao ponto de influenciar fortemente os seguidores. Assim como essa personagem, os chamados, influenciadores digitais, assumem, na sociedade contemporânea, um papel de extrema relevância, uma vez que possuem grande impacto nas decisões de consumo das pessoas. Entretanto, esse cenário revela a alienação do público e a falta de uma educação formadora de consumidores conscientes. Nesse sentido, fatores de ordem social e educacional caracterizam a problemática.
É importante pontuar, de início, o excesso de horas passadas nas redes sociais pelas pessoas associado a uma frequente exposição a propagandas e publicidades dos influenciadores digitais, o que leva a uma mais fácil manipulção do indivíduo. Tal fator pode ser ratificado pela pesquisa da BBC News Brasil, a qual mostrou que o tempo gasto nas redes sociais globalmente aumentou quase 60% em média nos últimos sete anos. Diante disso, a prolongada navegação pela Internet gera um cansaço natural do indivíduo que reduz seu autocontrole e torna-o mais suscetível a acatar as indicações das figuras públicas no meio virtual.
Outrossim, vale ressaltar a carência de uma educação nas escolas que contribua para a formação de cidadãos autônomos e conscientes e, portanto, mais difíceis de serem influenciados. Infelizmente, a falta de um ensino voltado para a melhor compreensão sobre economia e busca por informações dos produtos e das empresas antes do consumo propicia esse contexto hodierno de tanto impacto dos influenciadores digitais. Entretanto, consoante o pensamento do filósofo Kant, o qual defende a educação como instrumento essencial da formação do indivíduo, esse quadro pode ser revertido por meio desse setor.
É notória, portanto, a relevância de fatores de cunho social e educacional na temática supracitada. Nesse viés, cabe ao Governo Federal, em consonância com a escola, o papel de desenvolver por meio das instituições de ensino consumidores conscientes, que buscam informações e avaliações dos produtos por mais de uma fonte a fim de evitar a fácil manipulação do consumo da população. Essa medida pode ser efetivada por meio de palestras nas escolas, debates em sala de aula e trabalhos com pesquisa. Poder-se-á, assim, combater o problema e aplicar o pensamento do filósofo Kant.