Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 05/07/2021
O filme “Syrup” narra a história de dois executivos de marketing que tentam vender bebidas energéticas por meio da criação de uma imagem eficaz. Para isso, utilizam-se de inúmeras estratégias para atrair e influenciar as decisões de compradores. Com essa abordagem, a obra revela a relevância da atuação das empresas nas decisões de consumo do público. Hodiernamente, fora da ficção, o advento das redes socias propiciou o surgimento dos influenciadores digitais- profissionais da internet que influenciam pessoas e, consequentemente, comportamentos. Dessa forma, é imprescíndivel analisar os impactos desses pofissionais na dinâmica das empresas brasileiras e nos hábitos de consumo dos influenciados.
Em primeira análise, é válido ressaltar que o mercado de influenciadores se profissionalizou e ocasionou mudanças na dinâmica do mercado, o qual foi obrigado a se adptar a tais mudanças das formas de consumo e buscar novas estratégias para seu objetivo:a venda de produtos e seviços. Nessa perspectiva, pessoas digitalmente influentes, que captam a atenção do público,em razão da proximidade desenvolvida de forma natural, repesentam para as empresas a associação ideal entre venda e lucro. Desse modo, a economia atual, intitulada “economia da atenção”, representa um sistema que, por meio de profissionais influentes, capta e monetiza a atenção das pessoas, visto de forma semelhante em “Syrup”.
Nota-se, outrossim, que a padronização, mesmo que subconsciente, dos hábitos de consumo é a consequência direta da atuação dos influenciadores digitais. Concordando com a célebre frase do escritor George Owrell " A massa mantém a marca, a marca mantém a massa , e a mídia controla a massa" , a indústria brasielira, por meio da figura dos influenciadores, cria na na consciência das pessoas um excesso de necessidades irreais, estimulando-as a renovar seus bens de consumo constantemente. Assim, faz-se necessária uma mudança na postura da população diante das necessidades que lhe são impostas, a fim de que não se torne passiva a esse processo.
Portanto, a fim de reduzir o padrão de consumo hodierno, urge que instituições formadoras de opinião, como as famílias e escolas, por meio da realização do diálogo para o desenvolvimento de uma sociedade crítica em relação à influência digital, deve instruir, principalmente os jovens e as crianças, sobre o uso das redes sociais, limitando os excessos que instutem o padrão social. Ademais, os influenciadores devem se tornar mais conscientes sobre suas ações e seus estímulos, tendo em vista a responsabilidade nas decisões de compra e na opnião do público. Somente assim, poder-se-á construir uma relação proveitosa entre os influentes e as decisões de consumo atuais.