Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 05/07/2021

A Revolução Técnico-Científico-Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, proporcionou ao mundo uma nova forma de viver através de tecnologias e avanços em todos os campos da ciência. A partir de então, a “internet” esteve presente na vida das pessoas de maneira consideravelmente grande, e com ela, novas relações sociais surgiram. Nesse momento, a figura dos influenciadores digitais aparece, não só para moldar os padrões de consumo, mas também as próprias pessoas.

Em primeiro lugar, os influenciadores digitais têm a vida pública na “internet” e obtém certo poder nas decisões de seus seguidores. Certamente, enquanto os indivíduos famosos postam sobre suas escolhas materiais nas redes sociais, existe certo domínio sobre as decisões de quem os segue. Segundo Theodor Adorno e Max Horkheimer, a Indústria Cultural é o uso da mídia para propagar ideologias de grupos dominantes, manipulando a massa e criando falsas necessidades psicológicas que apenas produtos podem satisfazer. Dessa forma, as redes sociais tornam-se meios para o capitalismo propagar-se e induzir a população ao consumo. Logo, a medida em que uma figura pública consegue divulgar marcas para um grande número de indivíduos, o consumismo cresce de forma direcionada e completamente influenciada.

Além disso, os “influencers” também possuem domínio sobre outras áreas da vida de seus seguidores. Fato é que, conforme alguém público e famoso possui hábitos divulgados nas mídias, as pessoas ao redor tendem a imitar essa figura de autoridade. De acordo com Stuart Hall, o sujeito pós-moderno é dotado de múltiplas identidades devido à pluralidade do meio, fato que resulta na perda de uma identidade própria e definida. Dessa maneira, a precaridade das personalidades na era virtual torna-se tão grande que a população conectada adquire os hábitos de vida dos influenciadores digitais. Portanto, fica claro que existe um problema em seguir figuras na “internet” sem possuir filtros ou individualidade, assim como, é um grande entrave às próprias figuras públicas reconhecer e saber lidar com a imensa responsabilidade advinda desse trabalho.

Diante disso, é óbvio a necessidade de minimizar os impactos dos “influencers” sobre os indivíduos. Assim, o Ministério da Educação deve promover a educação digital por meio de aulas a serem ministradas desde o Ensino Fundamental II. Essas aulas devem impulsionar debates e ensinamentos acerca dos perigos de não filtrar as informações passadas por figuras públicas, além de ensinar sobre a importância da individualidade no meio virtual. Desse modo, essa ação terá a finalidade de diminuir os impactos que os influenciadores digitais causam sobre as decisões da comunidade digital.