Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 23/10/2021
A série “Emilly in Paris”, retrata a vida de Emilly ao se mudar para a França e a personagem começa no ramo da influência digital. Com isso, recebe um convite para divulgar os produtos de uma determinada marca. Hodiernamente, esse cenário se faz presente na sociedade brasileira causando impactos nas decisões de consumo, sendo imperioso o debate acerca da liberdade de compra e do uso inconsciente das mercadorias.
Sob tal perspectiva, é válido ressaltar a influência sofrida pelos consumidores ao comprarem determinadas marcas. Nesse sentido, a teoria crítica da escola de Frankfurt questionava se os cidadãos eram mesmo livres para consumir certos produtos. Ademais, é notório que há percepções guiadas incorporando valores na produção cultural, sendo estes, objetivos guiados pelo mercado padronizando produtos e alienando as pessoas para que estes sejam comprados. Logo, é necessário atentar-se diante das manipulações tanto na mídia, quanto em redes sociais passadas à população, a fim de que o indivíduo não assuma um comportamento coercitivo, ou seja, conforme a maioria, deixando de lado seus interesses e ideais pessoais.
Outrossim, salienta-se que a compra consciente dos produtos corrobora uma sociedade sustentável e equilibrada. Diante disso, na Era Vargas a DIP (Departamento de Imprensa e de Propaganda) era responsável pela censura de críticas relacionadas ao governo, mostrando apenas os lados positivos. Analogamente, é importante chamar atenção para possíveis influenciadores mal-intencionados, que além de vender produtos que podem não cumprir com o prometido, podem manipular o indivíduo fazendo-o comprar, às vezes, sem necessidade. Nesse contexto, uma pesquisa disponível no website “mercado e consumo”, mostra que 76% dos brasileiros não praticam consumo consciente. Tal dado se torna preocupante tendo em vista que o aumento do consumo é proporcional à produção de lixo e de outros insumos, os quais tem sido prejudiciais ao meio ambiente devido ao aumento de lixo industrial.
Portanto, é importante a criação de medidas para atenuar os impactos dos influenciadores de forma negativa nas decisões de consumo. Assim sendo, cabe ao Ministério de Ciência, de Tecnologia e de Inovações (MCIT) junto à mídia, a qual garantirá maior alcance informacional, por meio da destinação de verbas estatais, promover campanhas educacionais digitais com o fito de informatizar os usuários das redes sociais acerca dos riscos e cuidados a serem tomados diante das informações passadas pelos influenciadores. Com essas medidas, a falta de liberdade de compras e o consumo inconsciente não serão problemas.