Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 07/07/2021

Sob a perspectiva do sociólogo alemão Karl Marx, “A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas”. De maneira análoga, percebe-se no Brasil um novo fenómeno que cada vez mais prova a afirmação de Karl Marx, é a nova moda dos “Influencers Digitais”, que são pessoas que têm muitos seguidores na redes sociais e usa de sua popularidade para influenciar os padrões de consumo dos mesmos. Nesse contexto é necessário que medidas sejam tomadas com intuito de amenizar o problema, que é motivado por um desejo de riqueza por parte dos influenciadores e por um pensamento enganatório de que o indivíduo precisa se adequar ao que tem de novo no mundo para estar vivendo adequadamente.

Deve-se analisar, de início, que o desejo de riqueza por parte dos influenciadores é grande responsável pela permanência da questão, pois segundo Arthur Schopenhauer, “A riqueza influencia-nos como a água do mar. Quanto mais bebemos, mais sede temos”. Sendo assim, quanto mais riqueza é adquirida, mais sede a pessoa sente, fazendo com que a mesma faça o que for necessário para conseguir mais e mais, como influenciar as pessoas a comprar produtos em que muitas vezes elas não precisam ou não têm condições de adquirir e se ela não comprar não terá o que tem de melhor no momento. Nesse sentido, verifica-se que, infelizmente mesmo após avanços sociais, ainda há uma deficiência na mentalidade da sociedade, o que faz com que muitos sejam explorados por pessoas interesseiras.

Igualmente, salienta-se, o pensamente enganatório de que o indivíduo precisa de adequar ao que tem de novo no mundo para estar vivendo adequadamente. Como já dizia Maquiavel, “São tão simples os homens e obedecem tanto às necessidades presentes, que quem engana encontrará sempre alguém que se deixa enganar”. Portanto, as pessoas se deixam enganar através do seus próprios sentimentos, não resistem às tentações que se apresentam, preenchendo o âmago com o espirito consumista, pensando que assim ficaram mais felizes. Dessa forma, indubitavelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para resolver a problemática.

Nesse sentido, urge a necessidade de serem tomadas medidas por parte do governo, através do ministério da educação, que criará uma banca especializada no assunto, para que desde cedo seja ensinado àos cidadãos a não manipularem, nem serem manipuladas, por meio de palestras frequentes em todas as escolas, por que é a partir da base que a mudança começa e é passada de pai para filho mantendo uma tradição social para que em um futuro seja possivel ter uma sociedade mais verdadeira em que não será preciso enganar uns aos outros.