Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 08/07/2021
Em um episódio da série Black Mirror, os personagens ganham produtos e uma qualidade melhor de vida, financeira e social, por meio de publicações nas redes sociais, o que não é uma realidade muito diferente do que vemos hoje no Brasil, onde os influenciadores digitais ganham dinheiro e fama dessa forma. A realidade utópica publicada através dessas mídias influenciam os seguidores a se compararem com os mesmos, gerando um consumo exacerbado para alcançarem o mesmo padrão de vida irreal, em um país que infelizmente tem um dos mais altos índices de desemprego.
Assim como na II Guerra Mundial, Hitler já usava desta estratégia, fazendo propagandas na televisão para manipular a massa, sabendo do poder de influência que a mídia exerce. Com a ascensão das redes sociais, essas ferramentas foram fundamentais para o descobrimento de muitos talentos e contribuição de conteúdos relevantes para a sociedade. Mas a onda de influenciadores que vivem de propagandas veladas em suas redes sociais, geram conscequências maiores.
No livro, “A sociedade do Espetáculo”, Guy Debord aborda a questão de vivermos passivos ao império da mídia, fazendo um espetáculo superficial que é mais para os outros, do que nós mesmos. Por tanto, essa questão nos remete aos problemas psicológicos que essa comparação gera, como a ansiedade e depressão, além do consumismo exacerbado. Onde muitas vezes uma mãe deixa de pagar uma despesa importante, para atender ao pedido do filho que quer o novo jogo igual ao influencer digital que ele acompanha.
Medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse, o Ministério da Cidadania poderia apresentar um projeto de lei na câmara para determinação de campanhas publicitárias apenas de forma sinalizada, para que os seguidores tenham consciência de que estão vendo uma campanha, tendo noção da influência causada, o que pode fazer com que a população possa repensar sobre o conteúdo consumido. Assim como campanhas de incentivo ao que é verdadeiro e relevante, até mesmo por parte dos influênciadores com mais engajamento, incentivando aos meios uma cultura social mais honesta. Tornando as redes sociais no Brasil um tipo de mídia mais honesta, equilibrada e justa.