Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 14/07/2021

Inicialmente, a internet funcionava como instrumento de uso militar no contexto da guerra fria, facilitando a comunicação entre as bases. Hoje em dia, o aumento do acesso à tecnologia possibilitou a adesão dos chamados “influenciadores digitais” no ramo comercial, impactando diretamente nas decisões de consumo. Entretanto, o enorme poder de persuasão nas mãos desses influenciadores pode acarretar problemas como: influência ao consumismo exagerado e frustração devido à ilusão de uma vida superficial.

Em primeiro lugar, é importante analisar as consequências da conexão profunda que os criadores de conteúdo criam com a sua audiência. A Impressionante ligação dos influenciadores com seus seguidores desperta o interesse das marcas, isso ocorre devido ao seu grande engajamento nas redes sociais. Porém, de acordo com uma pesquisa feita pelo instituto Akatu, 76% dos mais de mil entrevistados não praticam o consumo consciente. Logo, vale ressaltar que, ao passo que isso é benéfico para as empresas, também é tóxico na vida de quem é diariamente influenciado a consumir, resultando em um consumismo exacerbado.

Além disso, um estudo feito pela instituição de saúde pública do Reino Unido, aponta o Instagram e o Snapchat como as redes sociais que mais prejudicam o desempenho dos jovens. Isso ocorre, pois, os produtores de conteúdo constantemente passam a impressão de uma vida realizada. Eles expõem uma suposta realidade perfeita, onde se tem acesso a todos os mais novos produtos do mercado. Isso causa uma influência nociva aos consumidores desse conteúdo, que começam uma busca incessável por uma perfeição inalcançável. Consequentemente, são gerados sentimentos de inadequação, frustração e ansiedade nos jovens.

Portanto, é imprescindível uma sinergia do Estado com as instituições educacionais para combater esse problema. Visto isso, cabe ao Ministério da Educação e aos educadores das escolas incentivarem os alunos - jovens, principais afetados com as más influências -, por meio de palestras e atividades, a pensarem por si só e reconhecerem que a vida é muito mais do que algo que se pode comprar e postar nas redes sociais.