Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 09/07/2021

Segundo a atual Constituição brasileira, todos são iguais perante a lei, e possuem o direito de liberdade de expressão intelectual e de consumo. No entanto, essa autonomia pode vir a ser influenciada por outras pessoas nas mídias digitais, tendo alcance no consumo. Nesse viés, os influenciadores são relevantes no impacto de escolha dos internautas, o que pode ser prejudicial ao consumidor, sendo importante o autocontrole. Ademais, a coerção social e a ambição econômica fazem essa prática mais atuante.

A princípio, o ser humano tem a qualidade de influênciar outro sujeito e de ser influenciado. É o que acontece nas redes sociais, as quais pessoas famosas conseguem mudar o padrão de consumo da comunidade digital. Para ratificar essa influencia, o sociólogo Durkheim defendia que a sociedade pode impor padrões culturais em um indivíduo. Sendo assim, também pode mudar o consumo da pessoa que assiste os influenciadores. Portanto, ao mudar a decisão de consumo, a liberdade de escolha do produto ou serviço é modificada pela ideia do influenciador, não havendo autonomia plena.

Em seguida, os empresários aproveitam esse cenário para aumentar o faturamento, visto que, ao contratar um influenciador, a chance de lucro aumenta. Para ilustrar essa relação social, o sociólogo Foucault demonstrou que as relações humanas são baseadas em domínio e disputa. Logo, os comerciantes usam esse artifício da mídia para dominar o mercado. Desse modo, o consumidor acaba por escolher outro produto que não é costume, ou consome mais produtos, exemplo de outra interferência negativa.

Em suma, o poder de compra pode ter aspectos negativos quando é coercitivo. Dessarte, cabe ao Poder Legislativo criar lei, por meio de emendas constitucionais, a qual proiba o uso de celebridades nas propagandas de consumo, com o intuito de diminuir o poder de influência ao consumidor. Como também, compete ao cidadão realizar um exame de autoconsciência antes de realizar uma compra, através do pensamento individual, como buscar referências concretas sobre a mercadoria e ter mais conhecimento antes de mudar seu padrão cultural. Por consequência, haverá mais autonomia consciênte na sociedade de consumo.