Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 10/07/2021

Influenciadores digitais podem ser definidos como pessoas que conseguem um grande engajamento nas redes sociais, a ponto de influenciar o pensamento das pessoas que os acompanham. Desse modo, têm grande poder de levar as pessoas a consumirem produtos indicados por elas. Nesse sentido, a propaganda realizada pelos influenciadores pode incitar o consumismo nos influenciados, o que constitui um impasse.

Nesse viés, dados recentes do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, 69% dos brasileiros são consumidores pouco ou nada conscientes, ao mesmo tempo que 74% dos compradores são orientados por meio das redes sociais, de acordo com a Sprout Social. Com isso, pode-se concluir que os influenciadores digitais contribuem, sim, para estimular o consumismo.

Esta situação representa um grave problema, pois, como disse o pensador Zygmunt Bauman, a sociedade de consumo prospera ao perpetuar a insatisfação e a infelicidade dos consumidores. Nesse viés, os influenciadores atuam se esforçando para passar a impressão de que têm uma vida quase perfeita, para que, quando anunciarem produtos, os influenciados achem que, se adquirirem-os, serão felizes como eles parecem ser usando-os. Logo, quando isso não acontece, os compradores se frustram, e isso os leva a consumir ainda mais, causando um ciclo vicioso de frustração e infelicidade.

Portanto, o consumismo promovido pelos influenciadores digitais através da propaganda é uma adversidade que precisa ser discutida. Por isso, é necessário que o Ministério da Educação e Cultura promova campanhas nas escolas, com a finalidade de estimular discussões sobre o problema entre a comunidade escolar do ensino médio, para estimular o consumo consciente e atenuar o problema.