Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 19/07/2021

A partir da Revolução Industrial brasileira, ocorreu uma grande mudança nas relações empresariais, sociais e econômicas na sociedade contemporânea. Nesse sentido, em consonância com esse avanço tecnológico, houve o surgimento de novas carreiras globais. Contudo, a área de influenciador digital tem ocasionado impactos nas decisões de consumo das pessoas. Diante disso, deve-se analisar a falta de autonomia nas decisões comerciais dos indivíduos e a ausência de senso crítico sobre superconsumo e seus impactos no meio ambiente.

Primeiramente, a falta de autonomia nas decisões comerciais dos indivíduos é um problema que ocasiona em doenças mentais. Em consonância com o filme “Amor.com”, a atriz Isis Valverde interpreta uma influenciadora digital que dedicava todo seu tempo à visibilidade nas redes sociais; porém, devido essa excessiva preocupação em estar na moda, acarretou em transtornos de ansiedade e crise existênciais. Nesse viés, essa história embora fictícia, representa a realidade de muitos brasileiros. Isso porque, em parâmetro com o filósofo Adorno, a Industria Cultura não permite independência de escolha do cidadão, uma vez que é lucrativo moldar pensamentos para o mercado consuminor. Logo, por essa razão, é crucial a criação de um órgão fiscalizador digital para minizar essa persuasão excessiva nesse ambiente de intretenimento interpessoal.

Em segundo lugar, a ausência de senso crítico sobre superconsumo e seus impactos no meio ambiente também é uma problemática. Isso decorre dessa nova geração que valoriza a aquisição de produtos da moda para estar enquadrada no perfil de pessoas atualizadas. Nessa lógica, as carreiras de influenciadores digitais têm grande responsabilidade em influenciar os indivíduos no consumismo irresponsável, pois é recorrente vídeos e fotos feitos por pessoas de grande prestígio social, que idealizam produtos como imperdivéis para seus seguidores. Dessa forma, essas ações contribuem para o aumento de descarte de lixo industrial, falta de um questionamento se realmente é preciso adquirir a mercadoria e contribuição indireta do desmatamento e aquecimento global. Portanto, é indispensável propagandas midiáticas, no sentido de educar as pessoas a terem mais responsabilidade social.

Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Por isso, o Estado deve intervir nas redes sociais, por meio da criação de um órgão fiscalizador, com o objetivo de diminuir as propagandas que incentivam o consumo exarcebado, essa ação pode ter melhor resultado com o fomento de propagandas midiáticas, no incentivo de educar os indivíduos a terem responsabilidade de compra, a fim de aumentar o senso crítico e a autonomia dos usuários.