Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 15/07/2021
No filme “Wall-E” - disponível no catálogo da Disney - o personagem principal, representado por um robô, se vê rodeado por cartazes e holofotes anunciantes sobre novos substituintes da atual tecnologia, sendo o enredo centrado na jornada do robô em não ser substituído pelos os considerados “novos e modernos”. Fora da ficção, nota-se que não se difere da atual conjuntura brasileira, visto o o aumento do número dos considerados “influenciadores digitais”, responsáveis pela mudança comportamental, mental e estética daqueles que se dizem “influenciados”. Contudo, os influenciadores digitais que impactam diretamente nas decisões de consumo de seus influenciados, contribuem diretamente com o consumo compulsório de produtos e serviços da sociedade sem considerar o impacto ambiental envolvido.
Em primeira análise, é importante destacar que os produtos anunciados em ambiente virtual por pessoas com um alto número de seguidores pode contribuir para a alta demanda do mesmos, visto que, progressivamente, as pessoas procuram se assemelhar com aqueles vistos na tela do celular. Segundo uma pesquisa realizada pela Qualibet - Instituto de pesquisa online -, quase 50% dos entrevistados revelaram que se sentiram influenciados a comprar produtos e serviços devido a exposição realizadas nas redes sociais. Nesse âmbito, a pesquisa evidencia o poder de consumo da internet. A sociedade está se padronizando e criando padrões inexistentes impostos na meio virtual, pois têm a imagem uma beleza natural e, consequentemente, uma vida perfeita, o que é não é realidade. A necessidade de propagar uma vida sem dificuldades é o principal combustível para atrair seguidores e assim, divulgar os produtos com associação com grandes marcas e que, por suma, pode gerar uma sociedade insegura e consumista, agravando a problemática.
Ademais, segundo o economista João Bosco Silva: “A responsabilidade social e a preservação ambiental significa um compromisso com a vida”. Logo, o consumo exagerado de roupas, produtos e procedimentos estéticos impostos por influenciadores está intimamente relacionado a problemas ambientais como descarte de lixos usados em procedimento ou de acessórios antigos, que foram substituídos, em lugares inapropriadados e que, futuramente, pode gerar impactos no meio ambiente.
Portanto, visto a problemática, é necessário ações interventivas para resolução do problema. Para isso, o Ministério da Saúde deve criar campanhas publicitárias por meio das redes sociais, onde se concentra público em questão, para conscientizar a população sobre procedimentos estéticos, alertando seus riscos e o impacto na padronização da sociedade. Outrossim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente alertar as estruturas comerciais sobre o descarte incosciente de produtos e dejetos em lugares inapropriados.