Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 13/07/2021

Com o advento da 4ª Revolução Industrial foram notórias as significativas mudanças do comportamento humano no que tange as interações entre sí e, como exemplo, a democratização da internet, fruto desse fato, alterou a dinâmica da publicidade no mundo moderno. Consoante a esse panorama, no Brasil contemporâneo, nota-se a atividade dos influenciadores digitais como representantes dessa revolução, atuando no estímulo ao consumo desenfreado. Nesse viés, percebe-se que os principais impactos desse estímulo são não só o fomento ao consumismo, mas também a promoção da alienação aos internautas das redes sociais.

Sob essa perspectiva, cabe destacar o consumismo como um problema substancial. Nessa linha, a célebre frase de John Piper ¨A marca da cultura do consumo é a redução do ¨ser¨ para o ¨ter¨¨, ilustra bem esse contexto, uma vez que qualifica o consumismo como uma marca do retrocesso social. Por conseguinte, destaca-se os ¨influencers¨ como pivôs dessa mazela, visto que, esses últimos, fomentam as compras desenfreadas e, consequentemente, agravam o processo de regresso da sociedade.

Ademais, vale pontuar a alienação dos seguidores como outro ponto problemático. Nesse sentido, a série ¨O dilema das redes¨ retrata esse contexto de uma perspectiva ficcional definindo os influenciadores como formadores de opinião, fato potencialmente perigoso caso não haja os devidos moderadores das plataformas de veículo, em virtude do grande alcance do discurso dessas pessoas. Assim sendo, discursos de ódio e ideologias preconceituosas ganham engajamento, fato prejudicial ao povo.

Por fim, urge a necessida da intervenção do Estado em virtude dos pontos destacados. Sob essa óptica, a Policia Federal, junto aos desenvolvedores dos aplicativos das redes sociais, devem promover uma fiscalização ostensiva do comportamento dos influenciadores por meio do monitoramento de atividades suspeitas e denuncias dos usuários. tal medida deve ser efetuada com propósito de atenuar a alienação e o consumismo promovidos nas redes sociais.