Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 16/07/2021

Como citou Winston Churchill, ex-primeiro-ministro britânico, a opinião nunca é pública, mas sim, publicada. Mesmo sendo de muitas interpretações, nesta frase torna-se passível analisar que o que move o grande público é o privado. Em paralelo a isso, é possível alocar essa vertente de pensamento nos dias atuais, como se mostra no caso dos nomeados influenciadores digitais. Como o nome já ressalta, essa atual profissão na internet tem como objetivo influenciar as pessoas, levando um alto impacto nas decisões de consumo do povo que as seguem.  Novamente, o privado guiando o público. Todavia, não se pode dizer que isto traz algum benefício social para a população. Ser guiado é pedir para abrir mão de sua indentidade própria, apenas para se encaixar na nova moda ou algo relacionado. Destarte, fica claro que a idealização de padrões e a manipulação da massa são alguns problemas relacionados ao papel dos influenciadores, e logo, devem ser superados.

Em primeira análise, mesmo sendo algo indiretamente ligado, a saúde mental está tangenciando o papel dos influenciadores, visto que, eles influenciam em todas as vertentes cabíveis de analisar. Segundo um filósofo moderno conhecido como Jonh Locke, somos tábuas rasas que se moldam ao longo das experiências. Essa afirmativa se constrói em cima da perspectiva de que o ser humano, ao captar conhecimento, molda seu carácter. Influenciadores digitais moldam pessoas com expectativas de uma vida como a deles, trazendo sempre uma piora no quadro geral da saúde mental de quem os segue, visto que, um choque de realidade causado pelo processo de idealização de uma vida a qual a massa não a tem, traz consigo um sentimento de incapacidade de ser feliz com tal influenciador.

Em segunda análise, a manipulação de pessoas é algo que fere não só o indivíduo, mas também, uma indentidade nacional inteira. Ententer que o micro influencia o macro em todos os aspectos, é de suma importância para questão. Na medida que pessoas deixam de comprar alguns produtos para priorizar os outros que o influenciador postou, estas deixam de manter sua identidade pessoal para tentar se igualar a um outro alguém. Trazendo assim, uma modificação nos padrões de cosnumo nacional, em passo que, a prioridade fica em constante mudança pela ação de influenciadores digitais.

Dessarte, torna-se evidente que uma atitude perante ao tema deve ser tomada. Logo, cabe ao ministério da educação e da cultura, promover artifícios educacionais que, através da utilização das mídias e outros veículos de comunicação, visem educar e auxiliar a população a cerca do entendimento do papel destes influenciadores no dia a dia. Sendo estes artifícios criados a partir de profissionais competentes os quais entendam tanto da psicologia populacional quanto da padronização de métodos consumistas. Sendo assim, a tábua rasa de Locke começa a ser moldada corretamente.