Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 15/07/2021

O advento da Revolução técnico-científica-informacional após a Segunda Guerra Mundial propiciou a inserção de uma enorme quantidade de tecnologia e informação na sociedade. Em paralelo, nos dias hodiernos essas tecnologias se fazem cada vez mais presentes no corpo social, uma vez que possibilitam uma maior facilidade de interação e de adquirir conhecimento, além de ser uma ferramenta utilizada como meio de trabalho para muitos, como por exemplo, os influenciadores digitais. Nesse sentido, tais fatores podem trazer benefícios e malefícios para os internautas, visto que eles estão vulneráveis a uma gama de informações e tendem a serem facilmente influenciados.

Em primeiro lugar, é importante destacar que os indivíduos na atualidade têm acesso a uma quantidade exacerbada de conteúdo na internet e muitos não sabem filtrar o que consomem nela. Dessa forma, as pessoas que têm grande influência por possuírem uma fama nas redes, utilizam desses mecanismos para incentivar os cibernéticos no consumo de produtos que os mesmos publicam nessa vitrine virtual, a fim de lucrar com os influenciáveis que querem obter esses produtos na visão ilusória de se tornarem semelhantes, ou terem uma vida próxima a dos influenciadores. Tal problemática é evidenciada no pensamento dos sociólogos Adorno e Horkheimer sobre a Indústral Cultural, os quais afirmam que as mídias digitais exercem grande capacidade para atuar como formadoras e moldadoras de opinião.

Por conseguinte, essa sociedade em rede, como é definida por Castells, tem proporcioando o consumo desenfredo das coisas, visto que a internet tem visado cada vez mais o consumismo acelerado. Nessa pespectiva, os influenciadores tem grande parcela de envolvimento nisso, posto que eles são um dos maiores intermediários para as vendas que as marcas utilizam na atualidade, por  possuírem grande audiência no mundo virtual. Tais evidências suprem o pensamento  do filósofo Zygmunt Bauman, no livro “Vida para Consumo”, em que ele diz que as relações sociais são baseadas no consumo e as redes sociais funcionam como uma ferramenta para alimentar essa lógica consumista.

Fica evidente, portanto que medidas são necessárias para superar o quadro atual. É mister que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais, a fim de alertar os usuários sobre como eles estão sujeitos a serem alienados e viverem numa bolha cibercultural se não criarem o hábito de filtrar o que consomem e compram na internet. Tomando medidas como essas, o pensamento de Bauman sobre as relações sociais baseada no consumo poderá ser amenizado.