Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 15/07/2021

A plenitude do processo comunicacional é uma questão imprescindível para o desenvolvimento psicossocial das nações, dado que práticas basilares, como vínculos empregatícios e a manutenção do consumo, são facilitados. Entretanto, no Brasil, essa linguagem ao se expandir para os meios digitais podem causar um impacto nocivo pela sua influência. Nessa perspectiva, é lícita uma situação complexa de contornos socioeconômicos, que configura um cenário antagônico aos preceitos dos Direitos Humanos e emerge devido à informação indiscriminada e a urgência de mercado.

Diante do exposto, é válido salientar a falta de formação especializada nas redes como um dos fatores determinantes de o problema estabelecer-se. Isso se justifica pelo fato de mesmo que a gênese digital seja, muitas vezes, de algum profissional, a mídia modifica o entendimento sobre o assunto. A respeito disso, o filósofo Schopenhauer elucida que a visão de mundo de um sujeito é determinada pelo seu campo interativo. Nesse contexto, o indivíduo compreende que suas ações são determinadas pela influência dos demais. Em comprovção, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de setenta porcento dos blogueiros possuem engajamento, isso significa que uma grande população recebe a opinão desses. Logo, ógãos importantes não estão agindo no controle de informações indiscriminadas.

Nesse prisma, o imediatismo industrial é outro fator determinante do panorama permear. Isto é, a necessidade de possuir conteúdo para divulgar nos canais de comunicação. Tendo isso em vista, o filósofo contemporâneo Zigmund Bauman determina que o tecido social é imediatista. Nesse viés, a vida acelerada interfere em demasiadas ações humanas, como a linguagem. No entanto, o pouco conhecimento sobre esse assunto cria esse âmbito de não ler o que se é exposto e a informação da espalhada de maneira desalenta. A título de exemplificação, é o caso de influenciadores digitais que são pagos para expor uma marca que nem eles se agradam ou utilizam. Em decorrência disso, o consumidor faz a compra e se frustra. Então, é importante ter criticidade sobre esses assuntos.

Portanto, urge que medidas sejam criadas para que esses vínculos empregatícios não causem problemas para o consumidor. Para tanto, é substancial que os Direitos Humanos-òrgão responsável, especialmente, pela defesa de políticas públicas-, deve, por via das mídias sociais elaborar ações, por exemplo, programas que auxiliem não só o entretenimento, mas também a criticidade do que se é exposto nas redes socias. Assim, por meio de verbas públicas, a finalidade será de tornar o meio digital mais responsável e menos nocivo aos que o utilizam. Por fim, espera-se que que informação indiscriminada e a urgência de mercado sejam solucionados para o pleno progresso psicossocial.