Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 16/07/2021
“A essência dos Direitos Humanos e o direito a ter direitos”. Essa frase da filósofa Hannah Arendt, aponta para a nessecidade da manutenção dos direitos na sociedade brasileira. No entanto, no que concerne à questão do impacto causado pelos influenciadores digitais nas decisões de consumo da população. verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a persuasão midiática. Sendo os “digital influenecer” a principal ferramenta de manipulação da mídia. Por isso pessoas que trabalham com a internet sempre usam sua proximidade com o público para promover determinado produto. Essa conjuntura, de acordo com as ideias do filósofo contratualista Jonh Locke configura uma violação do “Contato Social” uma vez o Estado não cumpre sua função de garantir os direitos da população, como à liberdade de escolha dessa parcela da população.
Ademais, é imprescindível ressaltar a desumanização dos influenciadores digitais por parte das empresas. Nesse sentido, Simone Beavoir explica que não há crime maior que reduzir um ser humano a condição de objeto. Entretanto a problemática exposta pela pensadora está presente na sociedade brasileira uma vez que as pessoas que trabalham com a internet são vistas apenas como um meio para a maior margem de lucro. Diante de tal contexto, fica claro que é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portando, medidas devem ser tomadas contra a persuasão que bombardeia a população brasileira nas mídias sociais. Para isso, é imprescindível que as redes sociais por meio do uso algoritmos diminuam o alcance das propagandas feitas pelos influenciadores a fim de que a população tenha menos influência midiática por trás de suas escolhas de consumo. Dessa forma, se consolidará uma sociedade mais consciente.