Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 19/07/2021

No mandato de Juscelino Kubitschek, em que foram realizadas inovações automobilísticas e rodoviárias, a propaganda foi uma importante ferramenta de difusão e persuasão, para que os cidadãos adquirissem tais novidades e, desse modo, houvesse sucesso nas fábricas recém instaladas. Da mesma forma, a publicidade permeia os tempos e se adequa à época. Por isso, os meios mais eficazes de disseminação de informações hodiernamente são as redes sociais e, por meio delas, os influenciadores digitais, que atuam no anúncio de produtos do seu ramo. No entanto, essas promoções têm como consequência a alienação e o consumismo, o que enfraquece a sociedade e deve ser minimizado, para que não exceda o limite da saúde mental e financeira.

Nesse contexto, as mídias sociais podem ter o seu papel corrompido quando, pelo uso exacerbado e pela atuação de meios para atrair a atenção do usuário, ocorre a alienação. Conforme o documentário “O dilema das redes”, os indivíduos navegam na internet e são guiados pelos algorítmos que reconhecem suas preferências e opiniões e limitam suas redes a tais pensamentos, até que haja uma “bolha social”, ou seja, o cercamento do sujeito pelos pensadores e consumidores semelhantes, o que provoca alienação e ausência de uma visão mais ampla do mundo. Na circunstância da propaganda, é aplicada a mesma regra, já que pela alheação dos seguidores e pela confiança adquirida, os produtos são vendidos mais facilmente, de modo a impactar diretamente no consumo dos “influenciados”.

Além disso, o engajamento dos blogueiros e o compartilhamento de seu cotidiano, geram uma sensação de intimidade e confiança por parte dos que o acompanham, que recebem suas informações como algo seguro e, de fato, proveitoso. Assim, o consumismo é traçado, visto que a legitimidade conferida ao produto e a felicidade atrelada à ele são recursos utilizados pela propaganda para alcançar seu objetivo, o que é somado à segurança transmitida pelos influenciadores. Nesse sentido, o  documentário “Minimalismo” desmitifica a busca pela felicidade conferida pelas compras e evidencia os perigos da persuasão para impactar o consumo, de forma a alertar a ideologia fútil e supérflua que se instala na sociedade e a manipulação que ocorre por meio da alienação anteriormente mencionada.

Portanto, esse impacto ideológico e financeiro deve ser controlado pelos usuários. Para isso, o Ministério da Educação deve instituir em todas as escolas do país, o programa “Pensamento crítico e econômico”, o qual será um guia, transmitdo pelos professores, de como navegar de forma segura nas redes sociais, a fim de não ser confinado em seus algorítmos e de analisar devidamente os itens sugeridos pelas propagandas. Assim, essa geração, com o pensamento crítico adequado, não ficará submissa e manipulada, mas saberá filtrar as referências e realocar os valores em detrimento do “ter”.