Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 19/07/2021

Entende-se por “Controle Social” um conjunto de mecanismos de intervenção que cada sociedade ou grupo social possui e que são usados como forma de garantir a conformidade do comportamento dos indivíduos. Nesse contexto, faz-se analogia com os influenciadores digitais, visto que são um grupo de pessoas, as quais trabalham, digitalmente, formando padrões de opinião, pensamentos e atitudes e, na maioria dos casos, impactando no consumismo desenfreado. Logo, tornam-se imprescindíveis caminhos para combater tal problemática.

A Era Digital trouxe consigo inúmeras mudanças na infraestrutura social, entre elas, o surgimento de novas profissões, como os influenciadores digitais. Com fotos e vídeos diários, esses indivíduos fazem propagandas de serviços e produtos para todos os seus seguidores, com o intuito de difundir tal hábito ou consumo, uma vez que os usuários dão credibilidade a quase tudo postado em determinado perfil, por remeter à imagem do influenciador exposto. Ou seja, os seguidores, muitas vezes, adquirem o produto ou serviço, por fazer alusão desses na vida dos famosos. Segundo estudo produzido pela Faculdade Armando Alvares Penteado, FAAP, em parceria com a plataforma “Socialbakers”, os influenciadores tiveram, em média, um crescimento de 17,3 por cento em seus números de seguidores, evidenciando que, cada vez mais, novas pessoas aderem a esse mundo digital e, por conseguinte, às influências dele.

Entretanto, vale ressaltar que alguns hábitos difundidos pelos influenciadores comprometem a vida em sociedade, como o aumento do consumismo, atrelado à exaustão de propagandas, a todo instante, de novos bens materiais.  Um exemplo é a influenciadora Bianca Andrade, mais conhecida como “Boca Rosa”, a qual faturou mais de 120 milhões de reais em 2020, com a venda de produtos de maquiagem, relacionada diretamente com suas intensas propagandas. Consequentemente, os danos sociais gerados pelo aumento do consumismo refletem em uma população doente psicologicamente, por ter que se enquadrar nos parâmetros exigidos de estilo de vida e consumo e ecoa em um meio ambiente insustentável, com tamanha produção de lixo diário. Assim, busca-se soluções que revertam o quadro supracitado.

Portanto, o Ministério da Educação deve criar cursos específicos para influenciadores digitais, por meio de leis, que abordem a responsabilidade de um criador de conteúdo e quais diretrizes precisam ser consideradas ao se tornar um influenciador, com o objetivo de ampliar o senso crítico desses estudantes e de toda a população a respeito do profissionalismo ligado à carreira. Dessa forma, ter-se-á uma sociedade influenciada de maneira positiva e com menor controle social.