Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 20/07/2021
É notório que o advento da internet pós 2°guerra mundial trouxe consigo inúmeros benefícios para a sociedade no todo, dando voz a liberdade de expressão, auxiliando na busca rápida e prática por produtos de uso do ser humano. Diante disso, surgiram os influenciadores digitais que assumiram um papel maior que as celebridades em auxiliar o indivíduo na decisão de escolha. Contudo, o consumismo e alienação do indivíduo na internet provocaram a manipulação do usuário pelo controle de dados, o que provoca a dúvida ao comprar na internet ou loja física devido a imensidão de opções.
Visto que o influenciador possui vasto poder de persuasão, Cristiano Ronaldo, jogador de futebol, durante uma entrevista recusou beber “Coca-Cola” e a substitui por água, provocando, assim, um grande rebuliço internacional, o que gerou a perda de milhões de dólares para a marca “Coca-Cola”. Portanto, o fato de o influenciador estar mais presente ao telespectador torna a relação entre ambos mais real e menos voltada para cultura de massa imposta por comerciais na televisão normal.
A princípio, para Émile Durkheim, pai do Fato Social, os instrumentos sociais e culturais que determinam o modo de pensar, o comportamento e os hábitos do indivíduo, são como os padrões e regras sociais da sociedade. De certo, o filósofo estava certo, pois devido ao grande poder das redes sociais nunca se esteve tão fácil em ter contato com um objeto que tanto deseja, graças ao surgimento do influenciador que auxilia na escolha, às vezes é até “cobaia” de produtos de beleza ou de tal marca com o intuito de buscar o melhor para o seu público. Só que, surgiu o consumismo exacerbado e o controle de dados pelas redes sociais, pois quando se pesquisa muito algo ou alguém o próprio site recomenda um utensílio parecido, mantendo assim o controle, o que difere da televisão normal.
É necessário, portanto, que medidas cautelosas sejam tomadas para mudar tal cenário. Por isso, cabe ao Ministério da Comunicação, por meio de um amplo debate entre Municípios e Estados lançar um plano de democratização nacional com o intuito de efetivar o influencer como uma profissão e desenvolver leis para a sociedade virtual, visto que todo mundo tem o direito à privacidade e ao livre-arbítrio para pesquisar. Diante disso, o Governo Federal deveria criar um programa na própria rede social como forma de conscientizar a população sobre os perigos do consumismo e auxiliar os influencers na divulgação de seu “marketing” para seu público. Portanto, o influencer tem papel fundamental na sociedade, pois eles auxiliam na escolha do que o indivíduo necessita naquele momento.