Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 20/07/2021

Em Janeiro de 2007, em meio a uma conferência em San Francisco nos Estados Unidos, Steve Jobs lançaria sua mais nova invenção: o Iphone. Assim, com o passar dos anos, tal aparelho popularizou-se e mudou não só a tecnologia, mas o mundo, principalmente com a vinda de redes de interação social como o YouTube, o Whatzapp, o Instragran. Dessa forma, a partir desse feito, Jobs possibilitou que novas tendências surgissem, bem como a presença de influenciadores digitais que em meio ao século XXI ditam e conduzem o comércio de várias formas possíveis.

Cabe resaltar, a priori, que durante a Antiguidade, a Prença de Gutemberg foi a invenção mais importante invenção do primeiro milênio, a qual possibilitou a compilação de obras importantes e a propagação do conhecimento. De forma análoga, em pleno século XXI, os indivíduos passaram por uma revolução na comunicação de modo semelhante, porém, em proporções distintas. Pois, da mesma forma que a prença possibilitou a comunicação e a informação, a Era Digital também perpassa por essa realidade, só que de uma manira muito mais sistemática e ligeira. Fato esse que foi exatamente descrito pelo teórico da comunicação Marshal McLuhan, no qual diz que o mundo vive em uma espécie de ‘‘Aldeia Global’’, em que os indivíduos estão próximos reduzidos em espaço e tempo. Assim, nesse contexto de fluxo de informação, surgem os influenciadores digitais, originados nessa nova era.

Em consequência disso, a manipulação desses influenciadores pode se tornar vidente como é na sociedade brasileira e no mundo. Isso porque, de acordo com o sociólogo alemão Theodor Adorno, em sua tese Indústria Cultural, a empresa e os donos de produção visam a maximização dos lucros através da homogenização e da produção cultural em massa. Nesse prisma, muitas indústrias utilizam desses influenciadores para alcançar o público através, por exemplo, de uma propaganda, mesmo que implícita. Isso é claro ao analizar as chamadas ‘‘Blogueiras’’, que muitas vezes por meio de patrocinios ganham presentes de determinada marca, e essa mesmo repassa aos seus seguidores alguns elogios sobre o produto, ou seja, uma propaganda implícita que influencia o internauta a adiquirie o objeto.

Com isso, vê-se que tais influenciadores surgem em contexto de mudança na comunicação e que, além disso, pode trazer alguns riscos ao consumidor. Portanto, deve ao Ministério da Educação, através de aulas lúdicas, realizadas por profissionais adequados, deve ensinar aos alunos sobre os perigos desses indivíduos e algumas cautelas para desviar deles, a fim de combater, por exemplo, o consumismo excessivo. Ademais, cabe ao mesmo órgão realizar palestras públicas que incentivem a autonomia dos indivíduos e combata os abusos da mídia influenciadora. Feito isso, poder-se-á ter um país em que os influenciadores não serão mais um problema.