Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 20/07/2021
O grupo de influenciadores digitais surge nas últimas décadas como indivíduos interessados em compartilhar seu dia a dia e seus hábitos de consumo - e acabam por criar uma comunidade de interesses mútuos. Atualmente, são uma parcela relevante para propagandear produtos na rede e, apesar da natulidade em que surgiram, podem ser ferramentas de manipulação da população.
Nesse contexto, em primeira análise, os dados sobre o usuário facilitam o direcionamento do produto ao consumidor. Afinal, como define o sociólogo espanhol, Manuel Castellis, a atualidade vive em uma “Sociedade da Informação”, cuja coleta de dados e perfis dos usuários são exploarados economicamente. Assim, ao se traçar o perfil de consumo, o usuário fica em uma perigosa bolha de influência digital, o que potencializa a persuação do produtor de conteúdo.
Concomitantemente, em segunda análise, os influenciadores impactam no consumo massificado. Nesse viés, confome apontara a Escola de Frankfurt, ainda no século XX, o mercado promove a “Indústria Cultural” - uma forma de cativar os consumidores durante a escolha e a aquisição de bens - dando, então, uma falsa sensação de individualidade no meio de produtos massificados. Dessa forma, os influenciadores digitais atingem os interesses mercadológicos, quando direcionam o público a comprar certo bem ou serviço - ao mesmo tempo que reforçam a visão de consumidor cativo da Escola.
Portanto, fica evidente o potencial de manipulação de influenciadores digitais, devido ao ambiente digital e a mentalidade de massa. Diante disso, é dever do Ministério da Educação elucidar quanto aos impactos da persuação dos produtores de conteúdo, a fim de distanciar a alienação da população. Tal medida será realizada por intermédio de aulas durante o ensino básico, especialmente nas aulas de ciências humanas e redação. Por fim, para o público fora da escola, vídeos didáticos em redes sociais informarão os mecanismos da indústria.