Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 20/07/2021
Cultura de massas é um conceito desenvolvido pelos teóricos da Escola de Frankfurt; Theodor Adorno e Horkheimer, para eles, o capitalismo absorveu as artes e desenvolveu um mecanismo de heteronomia, no qual, o indivíduo se sujeita à vontade de outrem. Desta forma, a síntese entre arte e cultura, via cultura de massas, é o meio no qual a indústria propaga seus ideais de vida consumistas. Na atualidade este conceito se renova, com o desenvolvimento das tecnologias da comunicação é importante analisar o impacto dos influenciadores digitais nas decisões de consumo, à medida em que todos aspectos da vida se tornam produtos.
Na primeira instância, é importante ressaltar os impactos dos influenciadores na sociedade contemporânea e como a indústria cultural vêm se aproveitando deste novo mercado para promover seus valores. À medida em que um influenciador vai ganhando notoriedade, mais parcerias comerciais estes vão tendo, de maneira a que toda sua vida vai virando uma grande vitrine para os quais podem ser anunciados bens de consumo, sejam estes bens materiais, como roupas, ou ideais e valores, quando promovem cursos e influenciam a tomada de decisões sobre quais hábitos devem ser valorizados. Desta maneira a Indústria cultural encontrou uma forma de mercantilizar a vida e todos hábitos e valores morais também se tornam produtos. Isto se torna perigoso à medida que tal influência transmite em muitos casos ideais de perfeição que supostamente teriam alcançado por meio de algum produto, levando seus influenciados ao consumo e possivelmente a frustração. Além disto é comum a propagação irresponsável de influenciadores pelos meios digitais de estilos de vida que valorizam pseudociências como o estilo de vida anti-vacina, levando milhares de pessoas ao risco da saúde coletiva.
Sendo assim, é de suma importância a regulação destes meios, via Estado e sociedade civil, de forma a garantir a segurança coletiva e a autonomia dos indivíduos. Para tanto, destaca-se o Ministério das Comunicações em parceria com o Ministério da Educação que, podem desenvolver uma cartilha de orientação à influenciadores e influenciados, informando cuidados a serem tomados com o conteúdo ao qual está sendo promovido e consumido, para que este não cause danos ao coletivo e também a cada indivíduo. Além disso, o Ministério da Economia conjuntamente ao Ministério da Educação, devem formular ações que promovam nos espaços educacionais a responsabilidade do impacto dos influenciadores na sociedade. Somente assim, será possível desenvolver uma sociedade de indivíduos autônomos e atentos às atividades da Indústria Cultural, e também para que influenciadores se conscientizem sobre seu papel na cultura de massas.