Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 26/07/2021

A Revolução Técnico-Científica, ocorrida no final do século XX, teve como principal caracteística o desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas a fim de facilitar a vida dos cidadãos. Entretanto, atualmente, apesar dos avanços provenientes desse momento histórico, nota-se que o uso da técnologia tem sido prejudicial, tendo em vista a imagem ilusória de perfeição transmitida por influenciadores digitais e como impactam nas escolhas de vida de seus espectadores, especialmente quanto ao consumo de produtos e serviços. Dessa forma, infere-se que esse cenário problemático é decorrente do uso irresponsável da autoridade dos influenciadores e da normalização do consumo de produtos estéticos, como reflexo da busca por perfeição em todos os aspectos.

Em primeira análise, deve-se salientar que o uso irresponsável das plataformas de comunicação pelo influenciador digital é fator causador de neuroses em boa parte de seus espectadores. Pode-se dizer, que num mundo perfeito, como o Mundo das Idéias, de Platão, todo influenciador poderia indicar quaisquer produtos contando com uma boa análise crítica de seus espectadores, o que não acontece na realidade. Por isso, o comunicador é responsável pelo conteúdo que expõe em suas redes, e quando equivocado, influencia negativamente as escolhas de pessoas que o acompanham.

Ademais, cabe expor, que em consequência do uso indevido da influência digital, há a normalização da realização de procedimentos estéticos e consumo de produtos e medicamentos nesse sentido. Nota–se, que em decorrência da disseminação dos padrões de beleza e da exposição de uma vida irreal, cresce cada vez mais a busca por perfeição. A exemplo disso, a influenciadora Virgínia Fonseca expôs em suas redes sociais produtos para redução de medidas e ainda, a sua experiência pessoal com uma técnica recente de Lipoaspiração HD, o que difunde ainda mais uma idéia de que se deve buscar estar sempre magra, fortalecendo os padrões de beleza criados pela sociedade brasileira.

Portanto, torna-se evidente que as medidas são necessárias para proteger os usuários dessas plataformas de influências prejudiciais. Para isso, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologias e Inovações (MCOM), em parceria com o legislativo, elabore leis e regras que proíbam a disseminação de conteúdos nocivos nas redes sociais, como o incentivo ao consumo de produtos e procedimentos estéticos. À vista disso, a fiscalização deve ser realizada por meio de logarítimos de identificação e denúncia, que impessam tais publicações. Assim, a partir dessas medidas, é possível tornar o impacto dos influenciadores digitais cada vez mais positivo nas escolhas daqueles que os acompanham.