Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 29/07/2021
Com o crescimento da nova era digital, uma nova profissão vem se consolidando cada vez mais: a de “digital influencers”. O termo, de origem inglesa, pode ser traduzido como “influenciadores digitais”, e esses têm o papel de influenciar seus seguidores em relação a marcas, comportamentos, opiniões e até mesmo em suas decisões na hora de comprar algum produto.
No “Big Brother Brasil” do ano de 2021, Juliette Freire, a ganhadora da edição, tornou-se uma “influencer” bem antes de ganhar o programa. A nordestina criou “looks” que fazem sucesso até hoje e, além disso, o tênis que ela estava usando ao deixar o programa esgotou-se em minutos em todas as lojas. Porém, com a ascensão dessas novas tendências de moda, as pessoas com poder aquisitivo menor começaram a ficar frustadas por não conseguirem seguir o que está em alta.
Analisando o impacto que essas pessoas tem no âmbito social, percebe-se que elas carregam a enorme responsabilidade de serem formadores de uma opinião pública sobre algum assunto. Ademais, os influenciadores digitais nos fazem decidir entre qual marca usar apenas com o poder da persuasão e do “marketing”, ou apenas com um simples gesto, como ocorreu quando Cristiano Ronaldo, jogador de futebol, rejeitou uma garrafa de Coca-Cola, o que fez com que as ações da marca caíssem.
Nota-se, então, que a profissão consolidada pela mídia e pelas redes sociais está presente não só no poder aquisitivo de seus seguidores como também em suas opiniões e posicionamentos acerca de um tema. Porém, pessoas com menos poder de compra são deixadas de lado por esse ramo. Para que isso mude, é dever do Estado conscientizar a população por meio de publicações nas próprias redes sociais que desestimulem o consumismo e desmistifiquem a vida fictícia dos influenciadores, preservando, assim, a saúde financeira e, principalmente, mental de sua população.