Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 05/08/2021
O documentário “Você nunca esteve sozinha” aborda o retrato de uma sociedade acometida pelo impacto dos influenciadores digitais, já que a obra apresenta os efeitos de consumo nos lucros de certas marcas empresariais, causados pelo sucesso iminente da “ex-BBB” Juliette. Similarmente ao longa-metragem, a adversidade ligada aos influenciadores digitais e o seu impacto nas decisões de consumo se tornou recorrente na sociedade brasileira, visto que há pouca preocupação com esse problema. A partir disso, a problemática encontra raízes no silenciamento e na lacuna educacional da sociedade.
Em primeiro plano, vale destacar que a desinformação e a ignorância em relação aos impactos dos influenciadores digitais nas decisões de consumo se devem, indubitavelmente, à falta de debates sobre o tema, já que a problemática é desconsiderada pela hegemonia do corpo social, que, casualmente, subestima a relevância dos influenciadores digitais ao fazerem comentários sobre os produtos de consumo. Concomitantemente, segundo a teoria da “Modernidade Líquida”, do filósofo Bauman, conforme a sociedade progride, maiores desafios socioeconômicos passam a existir na coletividade humana, o que faz com que os indivíduos, consequentemente, não saibam como lidar com novos estigmas, como a influência digital, de modo que, historicamente, o advento das tecnologias globalizadas é um acontecimento recente. Dessarte, as adversidades modernas são tangenciais à deficiência na torca de ideias.
Além disso, é evidente que a problemática é resultante de uma lacuna na esfera educacional brasileira, de maneira que, segundo Kant, o indivíduo é o resultado da educação adquirida por ele. Por conseguinte, a abstinência de conteúdos relacionados aos impactos da reputação de produtos de consumo no meio digital inviabiliza o problema e não leva a população a questionar essa realidade. Assim, por não haver uma preocupação educativa com relação à problemática, o sistema educacional deixa de incorporar conhecimentos contemporâneos à grade escolar, denotando a sua despreparação e negligência ao propiciar a contrariedade relacionada aos “influencers” digitais.
Portanto, medidas devem ser tomadas para a resolução da situação, como a criação, por parte do Ministério da Educação (MEC), de um plano em escala nacional para propagar, por meio de incentivos fiscais, debates sobre o tema nos ambientes sociais. Ademais, o plano deve adicionar disciplinas sobre o impacto dos “influencers” no consumo à grade escolar, de modo que toda a juventude tenha acesso a informações sobre a temática. Logo, os agentes darão um fim ao problema, para que o impacto do influenciador digital no consumo seja observado, apenas, na obra de Juliette.