Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 03/08/2021
A Revolução Técnico-Científico-Informacional do século XX mudou de forma expressiva as relações sociais, sendo a internet a ferramenta mais utilizada. No entanto, em meio aos benefícios causados, como a velocidade e o alcance na comunicação, surge alguns entraves e malefícios. Sob essa ótica, a influência ao consumo, bem como o uso de estratégias para a sensibilização e, não ao uso da crítica, são fatores preponderantes para o desequilíbrio social.
A princípio, é importante ressaltar que as plataformas digitais se tornaram um meio de divulgação e influência. Nesse aspecto, como dizia Pierre Lévy, o mundo virtual influencia no comportamento dos indivíduos. Percebe-se, nesse viés, um crescimento dos digitais influencers e a adaptação ao mercado, com postagens que divulgam marcas e estilos de vida que fazem com que os seguidores sejam influenciados. Por conseguinte, o consumismo exacerbado torna uma realidade na vida de muitos brasileiros que procuram, sem o uso do senso crítico, a liberdade ilusória mostrada nas redes socias.
Ademais, convém salientar que há uma proximidade dos blogueiros com o público, mas o uso da interação não é para os levar à crítica, mas à sensibilização. Segundo os pensadores da Escola de Frankfurt, Theodor Adorno e Max Horkheiner, existe uma manipulação nas propagandas e divulgações, com a intenção de promover o consumo. Dessa maneira, os influenciados acabam tendo atitudes sem o uso do senso crítico, pois são levados ao emocionalismo. Constata-se, assim, que falta uma educação digital para as pessoas que acessam a internet, para que não sejam influenciados e possam pensar, criticar e tomar suas atitudes conforme adequem em sua realidade.
Infere-se, portanto, que medidas precisam sem tomadas para que os benefícios da internet sejam maiores que os malefícios proporcionados. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação, como instância máxima da esfera educacional, inserir disciplinas curriculares que ensinem desde cedo sobre educação digital e o uso da auto crítica, por meio de palestras, debates, simulações em frente aos computadores, a fim de desenvolver a capacidade de analisar, discutir e refletir dos alunos, para que não sejam influenciados de qualquer forma. Assim, a geração futura não terá os mesmos erros que a atual.