Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 09/11/2021
A expressão em inglês digital influencer refere-se aos criadores de conteúdos digitais que têm o poder de convencimento sobre seus seguidores, seja na aquisição de produtos e/ou serviços. Logo, a ação massifica o consumismo, por meio de uma linguagem extremamente apelativa e falsas promessas de mudanças no cotidiano, promovendo impactos na forma de consumo.
Convém ressaltar, a princípio, o espírito capitalista que induz ao consumo exacerbado, idealizado no século XVIII com os avanços tecnológicos, adota o ideal de garantir lucros acima de qualquer circunstância. Ademais, a construção das redes sociais foi baseada na teoria capitalista para a obtenção de recursos monetários, adotando os influenciadores digitais como meio para o marketing de um produto ou serviço, que muitas vezes proporcionam informações distorcidas e extremamente apelativas, dando a falsa sensação da necessidade de adquiri o que é publicado, além linguagem enfática é necessário criar um cenário propício à aquisição, como a manipulção de imagens através de recursos tecnológicos. Assim, a maneira teatral de idealizar a vida perfeita e ação pautada no capitalismo corrompem o consumo racional da sociedade.
Em consequência do exposto, os adolescentes são os mais prejudicados com a ação, visto que, passam mais tempo nas redes sociais e estão em processo de formação intelectual. Em adição, é de suma importância o papel da educação e da família ao instruir os jovens desde a infância a necessidade de ponderar a aquisição de objetos ou costumes dos influenciadores digitais, bem como, economizar recursos financeiros para usufruir no futuro. Em suma, a ausência de ações diante da padronização das formas de consumo moldadas pelos influenciadores das mídias digitais contribui para a permanência do impasse e criam futuros cidadãos com problemas para a administração do dinheiro, a postura de inércia do vai de encontro ao pensamento de Martin Luther King, ativista social estadunidense, “Quem aceita o mal sem protestar coopera com ele”.
Diante dos argumentos supracitados, por fim, é necessário que o poder legislativo em parceria com o ministério da educação ofereça aulas de educação financeira com planejamento de renda e suas principais teorias desde o primário, com conceitos mais básicos até o ensino médio, com conteúdo aprimorada a fim de construir uma base racional para finanças, ministradas duas vezes na semana com horário extra, por professores de matemática e filosofia. Ainda mais, na prática os alunos deverão ser instruídos a não serem facilmente influenciados a adquirirem produtos ou serviços desnecessários. Em síntese proporcionará aos estudantes consciência de gastos e torná-los menos manipuláveis.