Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 09/08/2021
O filme “Amor por contrato”, lançado em 2009, precedeu mediante seu enredo a estratégia fundamental do markenting digital da atualidade. A trama com caráter moralista, expõe a estratégia de uma empresa que arma uma família artificial perfeita a qual ostente seus produtos e serviços, o que desencadeia o consumismo, a frustação e os exorbitantes lucros. Analo-gamente, no plano tangível, os digitais influencers exercem a mesma psi-cologia inconsciente em seus seguidores que a família Jones executava em seus vizinhos.
Assim, o markenting oculto nas “dicas” e publicações dos influen-ciadores são nocivos ao direito de escolha e informação do consumidor, pois geram o desejo de obter os produtos exibidos sem questionar sua credibilidade e utilidade. A título de exemplo, o caso de uma seguidora da influenciadora Virgínia Fonseca, que caiu em um golpe ao comprar um celular Iphone na loja estelionatária indicada pela influencer. Desse modo, o consumidor encontra-se em estado de vulnerabilidade perante à manipulação implícita para realizar compras em um mercado dissimulado.
Sob esse viés, o excesso do desejo em adquirir transfigura-se em uma sobrecarga emocional e psicológica. Dessa maneira, segundo a pesquisa realida pelo site Opinion Box, 84% dos usuários da plataforma de serviços digitais do Instagram, são jovens de 16 aos 29 anos, concomitantemente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens que apresentam a mesma idade. Por conseguinte, a busca incessante e inescrupulosa por lucros têm seifado milhares de jovens que são ludibriados no markentig implícito.
Depreende-se, a necessidade de uma legislação severa e punitiva a fim de conter a propaganda agressiva, e proteger o direito do consumidor. Cabe, portanto, ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações em conjuntura ao Legislativo, o dever de elaborar leis que estabeleçam limites para os digitais influencer, bem como suas responsabilidades com o consumidor. Isto posto, as estratégias desleais ficaram apenas na ficção.