Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 11/08/2021
O livro “1984”, escrito pelo jornalista inglês George Orweel, retrata de maneira objetiva e lúdica uma sociedade alienada, onde o líder, até então desconhecido, lança mão dos meios de comunicação para influenciar seus liderados de maneira sutil. No contexto nacional atual, nota-se que a população em geral tem sido persuadida por influenciadores digitais, que geram no público desejos e necessidades irreais.
Com o desenvolvimento e ascensão dos meios de comunicação, novos modos de gerar renda surgiram, dentre eles, a possibilidade de tornar-se um influenciador digital. Este ofício tem como principal objetivo a venda de produtos por meio da divulgação incisiva. Sendo assim, o “digital influencer” assume o papel de vendedor e passa a persuadir o cliente, afim de que este consuma os produtos oferecidos. Porém, estas propagandas são acompanhadas de uma realidade ilusória, que leva o consumidor a acreditar que a obtenção destes produtos é algo indispensável, criando um sentimento enganoso de necessidade.
Ademais, a prática do consumismo induzido provoca o famoso “estouro do orçamento” já que o sujeito está sendo constantemente levado a comprar mais e mais, como mostra a obra cinematográfica lançada em 2019, “Delírios de consumo de Becky Bloom”. Contudo, também é importante ressaltar que os excessos cometidos durante as compras causam o acúmulo desnecessário de artigos.
Portanto, é indispensável que campanhas de consumo consciente sejam divulgadas por influencers e empresas de bens de consumo, tanto nas redes socias quanto nas televisões e rádios, afim de amenizar as influencias consumistas e conscientizar a população.