Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 09/08/2021

No livro “O Pequeno Príncipe”, de Antoine Saint-Exupéry, retrata a peregrinação de um menino por um lugar capaz de abrigá-lo de forma harmônica. Dessa maneira, no Brasil hodierno, nota-se também uma busca social por um mundo melhor, principalmente no que tange às tecnologias, uma vez que os influenciadores digitais por meio das redes, conseguem persuadir o seu público para uma ótica consumista. Assim, entre os fatores que produzem esse quadro, pode-se destacar: o poderio dos “influencers”, juntamente aos interesses econômicos das grandes empresas.

Sob essa perspectiva, se a persuasão dos influenciadores é verdadeira e gera uma sociedade consumista, logo, uma das consequências é o aumento na produção de lixo. Isso ocorre porque os influenciadores conseguem criar laços de proximidade com seus seguidores, os quais acreditam fielmente nas palavras e nas ações do seu ‘‘influencer”, principalmente nas compras ou nas realizações de serviços. Por conseguinte, estes influenciadores têm, através dos influenciados, um lucro em cima de cada compra realizada por eles. Nesse sentido, essa situação de não observação da realidade se assemelha ao mito da caverna, já que o filósofo grego Platão descreveu um panorama hipotético em que os indivíduos presos em uma caverna olhavam apenas as sombras e davam as costas para a realidade, assim como no tecido social brasileiro, visto que muitos estão olhando apenas as sombras ilusórias, atrelando felicidade ao consumo.

Ademais, se o poder das empresas é um fato e intensifica o consumo, então, como resultado se tem uma malha social que valoriza mais o excesso de compras. Esse cenário se constrói pelo fato de as grandes indústrias estarem se inovando, o que gera uma procura destas por influenciadores que divulguem e alavanquem seus produtos, o que é benéfico para ambas as partes. Nesse viés, desde os anos 1970, à globalização tem intensificado e criado novas formas de marketing na persuasão do consumidor, portanto, cabe a sociedade analisar o que ela realmente precisa consumir, com o intuito de não ser influenciada na criação de um modelo de vida baseado no consumo excessivo, mas sim pautada em um consumo consciente.

Diante do exposto, fazem-se necessárias que medidas sejam tomadas para que a população usufrua com harmonia dos produtos de forma inteligente. Para amenizar esse problema, é importante que o governo, por intermédio de um Decreto Federativo, estabeleça um Plano nacional, que tem a finalidade de promover políticas públicas que aconselhem a população sobre a importância de um consumo harmônico. Em resumo, esse Plano oferecerá palestras a comunidade, para que todos entendam as armas da persuasão, a fim de a sociedade consumir o que ela realmente necessita.