Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 16/08/2021
A Terceira Revolução Industrial, ocorrida em meados do século XX, é marcada principalmente pelo desenvolvimento de indústrias de alta tecnologia, responsáveis pela criação dos primeiros telefones. A partir disso, houve aprimoramentos nas diversas formas de comunicação, surgindo assim, as redes sociais, que facilitaram a vida de milhares de pessoas. Atualmente, as redes sociais extrapolaram a sua função inicial de conectar pessoas no ambiente virtual e são plataformas usadas também para o trabalho. Em decorrência disso, torna-se necessário o debate a respeito dos influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo.
Em primeiro lugar, o surgimento dos “digitais influencers” ocasionou muitos impactos nas decisões de consumo da sociedade e no mercado de trabalho. As redes sociais, como o Instagram, têm como objetivo principal o compartilhamento de momentos e aproximação, além de serem usadas para o trabalho dos digitais influencers, por meio da divulgação de produtos e serviços, o que acarreta em maior publicidade e visibilidade, acelerando as vendas e afetando as decisões de compra por meio da identificação com seus seguidores. Jade Picon é um exemplo de influenciadora que realizou uma mudança drástica no seu cabelo, o que causou uma enorme repercussão e engajamento para a mesma e para a marca, L’oréal Paris, responsável pela transformação e pelos produtos utilizados.
Além do mais, digitais influencers ou influenciadores, recebem esse nome por serem capazes de impactar as pessoas em seus comportamentos, ideias e, principalmente, na compra de produtos. Com a confiança e proximidade transmitida por esses inspiradores digitais, as publicidades e recomendações são vistas como conselhos dados por amigos, o que acarreta no aumento do desejo de consumo dos seguidores. Em princípio, devido à vulnerabilidade dos consumidores digitais e ao nítido papel de liderança dos influenciadores, é agravado o consumismo compulsivo dos indivíduos, isto é, compras são realizadas por impulso e sem necessidade real devido à sensação de felicidade momentânea e à suposta aproximação do estilo de vida perfeito apresentado.
Em suma, tendo evidenciado tal problemática, é viável que os consumidores devem definir um limite de gastos para compras desnecessárias, por meio de anotações dos itens selecionados, a fim de que, assim, seja possível diminuir o nível de consumismo causado por uma felicidade passageira. Além disso, seria uma ação com maior efetividade caso o consumidor parasse de acompanhar influenciadores impulsionadores das compras exacerbadas que não deixem claro ao seguidor quando a postagem se tratar de publicidade diminuindo a influência gerada por eles, e consequentemente, o consumismo.